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Q2509964 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O mal do panamá da bananeira (Musa spp.) é causado por Fusarium oxysporum f. sp. cubense (E.F. Sm.) W.C. Snyder & H.N. Hansen. Trata-se de um fungo habitante do solo e que coloniza os vasos do xilema, levando à murcha e culminando com a morte das plantas de bananeira. O patógeno pode ser classificado em raças tendo como base a sua capacidade de infectar diferentes subgrupos e variedades de bananeira. As raças que afetam a bananeira são divididas em 1, 2 e 4, esta última subdividida em subtropical ST4 (subtropical 4) e tropical TR4. Visando a proteção das lavouras nacionais foi publicada em 05 de junho de 2020 a Instrução Normativa n° 30, que Institui o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de F. oxysporum f.sp cubense raça 4 tropical - PNPV/Foc R4T).
A preocupação com F. oxysporum f.sp cubense raça 4 tropical e a publicação desta portaria que estabelece os procedimentos operacionais para aplicação de medidas de prevenção e de contingência, contenção, supressão e erradicação, de focos de F. oxysporum f.sp cubense raça 4 tropical (Foc R4T), deve-se a necessidade de proteção das lavouras de bananeira nas diferentes Unidades de Federação
Alternativas

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Alternativa correta: E

Tema central: A questão aborda o controle fitossanitário de uma das doenças mais graves da bananicultura: o mal do Panamá, causado pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça 4 tropical (Foc R4T). O ponto principal é classificar corretamente o status quarentenário dessa praga e compreender as razões para o grande cuidado das autoridades fitossanitárias brasileiras.

Resumo teórico: Pragas quarentenárias são aquelas cuja introdução ou dispersão pode causar grandes danos econômicos e/ou ecológicos, e são divididas em:

  • PQA – Praga Quarentenária Ausente: não presente no país, mas cujo risco de introdução existe.
  • PQP – Praga Quarentenária PRESENTE: já no país, sob controle oficial.
  • PNQR – Praga Não Quarentenária Regulamentada: já presente e amplamente dispersa, mas regulada para evitar danos econômicos.

A Instrução Normativa nº 30/2020 (MAPA) classifica o Foc R4T como Praga Quarentenária Ausente (PQA) no Brasil, ou seja, o país não possui focos comprovados, mas há potencial de entrada e dispersão. Por isso, o país adota medidas preventivas rigorosas.

Justificativa da alternativa E:

A alternativa E está correta porque reconhece o Foc R4T como “Praga Quarentenária Ausente (PQA)”, destaca sua alta capacidade de sobrevivência no solo, virulência e risco às diversas cultivares, além do potencial de prejuízos econômicos e restrições ao comércio internacional – tudo isso justifica o rigor do controle e da vigilância fitossanitária.

Análise das alternativas incorretas:

  • A – Erra ao afirmar que o Foc R4T é endêmico no Brasil. Não é, pois até o momento não há registros oficiais, apenas preocupação com sua introdução.
  • B e C – Chamam o Foc R4T de “Praga Quarentenária Presente (PQP)”, o que é incorreto. No Brasil, é considerado PQA, pois não há ocorrência confirmada.
  • D – Classifica como “Praga Não Quarentenária Regulamentada (PNQR)”, o que se aplica a organismos presentes e amplamente dispersos, o que não é o caso do Foc R4T no Brasil.

Estratégias de interpretação:

Leia atentamente a definição de cada status quarentenário. Palavras como "ausente", "presente" ou "regulamentada" são cruciais para não cair em pegadinhas. Sempre relacione o enunciado com normas oficiais (Instrução Normativa nº 30/2020 do MAPA).

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só lembrar que é praga ausente

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