Indique a contraindicação relativa ao tratamento fibrinolít...
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Tema central da questão: O tema é contraindicações ao tratamento fibrinolítico, conhecimento crucial para médicos alergistas e imunologistas que atuam em emergências, terapia intensiva ou manejo de eventos tromboembólicos.
O tratamento fibrinolítico está indicado em situações como infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra de ST, tromboembolismo pulmonar maciço e AVC isquêmico, porém apresenta riscos graves, principalmente hemorrágicos, que determinam contraindicações absolutas e relativas.
Justificativa da Alternativa Correta (A):
Reanimação cardiopulmonar (RCP) prolongada (mais de 10 minutos) é considerada uma contraindicação relativa segundo diretrizes como o Manual de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia e os protocolos da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A razão para tal classificação está no potencial de trauma torácico e lesões internas decorrentes da RCP, aumentando o risco de sangramento ao usar fibrinolíticos. Segundo o UpToDate: “A realização de RCP prolongada ou traumática é considerada contraindicação relativa ao trombolítico devido ao risco de trauma interno e hemorragia.”
Análise das alternativas incorretas:
B) História de hemorragia cerebral em qualquer época: Contraindicação absoluta. O risco de recorrência é extremamente alto e o uso de fibrinolítico é proibido (PCDT Infarto Agudo do Miocárdio – MS, p. 33).
C) Hipertensão grave em qualquer tempo durante a apresentação aguda: A hipertensão grave e não controlada (PAS >180 mmHg ou PAD >110 mmHg) é relativa, mas se controlável passa a ser apenas um alerta. O termo “em qualquer tempo” é ambíguo: a diretriz orienta atenção ao controle antes da administração do fibrinolítico.
D) Acidente vascular encefálico não hemorrágico no último ano: O fibrinolítico é absolutamente contraindicado se o AVC não hemorrágico ocorreu nos últimos 3 meses. Após este período, pode ser relativo, mas no intervalo de 1 ano ainda é uma contraindicação importante (SBC e Ministério da Saúde, 2021).
E) Suspeita de dissecção aórtica: É absoluta pela possibilidade de hemorragia maciça e óbito súbito se o fibrinolítico for administrado.
Estratégia para provas: Busque identificar termos como “história de hemorragia cerebral” ou “suspeita de dissecção aórtica” – sempre serão contraindicações absolutas. Já situações com lesão potencial, como RCP prolongada, exigem análise individualizada (relativa).
Referências: Manual da SBC (2021), Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate, PCDT Infarto Agudo do Miocárdio/MS.
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