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Q2922473 Medicina

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Tema central: A questão aborda a distinção entre estados de transe e possessão considerados patológicos ou não, especialmente em contexto religioso/cultural, conceito fundamental na interface entre psiquiatria cultural e psicopatologia.

Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D) “A maioria dos transes mediúnicos não tem caráter patológico.” é a correta. Segundo o DSM-5, experiências como transe e possessão, quando acontecem dentro de contextos religiosos ou socioculturais aceitos e não trazem prejuízo funcional significativo, não caracterizam transtornos mentais.
Exemplo prático: Indivíduos que realizam práticas mediúnicas em centros espíritas, cultos afro-brasileiros ou em outras religiões, desde que estejam adaptados socialmente e não apresentem sofrimento clinicamente relevante, não são considerados doentes psiquiátricos.
Pesquisas brasileiras, incluindo estudos da USP e UFJF, reforçam: "Experiências mediúnicas em contexto cultural não se associam a distúrbios mentais e, frequentemente, os médiuns apresentam boa saúde mental."

Análise das alternativas incorretas:

A) "Toda possessão espiritual é considerada patológica." — Incorreta. Esta alternativa desconsidera o contexto cultural: o DSM-5 afirma explicitamente que apenas estados de transe com sofrimento e prejuízo funcional são transtornos.

B) "Todo transe é um fenômeno dissociativo mórbido." — Incorreta. Nem todo transe é transtorno; muitos são normais em certos contextos religiosos.

C) "Toda possessão mediúnica está relacionada a estrutura psicótica." — Incorreta. Transe e possessão não implicam, necessariamente, psicose. Psicose envolve perda de contato com a realidade fora do contexto cultural aceitável.

E) "A maioria dos estados de transe ou de possessão é de natureza patológica." — Incorreta. Vai contra a literatura especializada e o DSM-5, que reconhece a maioria desses estados como não patológicos em ambientes religiosos/culturais.

Estratégia de prova:
Ao encontrar enunciados que generalizam patologias sem considerar o contexto cultural ou funcional, desconfie. O DSM-5 e as melhores diretrizes mundiais reforçam o papel do prejuízo funcional para classificação diagnóstica.

"Segundo o DSM-5: ‘Estados de transe e possessão que ocorrem durante práticas religiosas ou culturais aceitas não devem ser considerados transtornos mentais.’"

Conclusão: O entendimento correto protege o candidato de pegadinhas e ilustra o respeito à diversidade cultural na prática psiquiátrica.

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