Mulher, 65 anos, com diabetes melito tipo 2 mal controlado, ...

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Q3192091 Medicina
Mulher, 65 anos, com diabetes melito tipo 2 mal controlado, apresenta febre alta, calafrios, dor lombar à direita, náuseas e vômitos há dois dias. Ao exame físico, nota-se hipersensibilidade à palpação da loja renal direita e sinais de desidratação. Os exames laboratoriais revelam leucocitose com desvio à esquerda, proteína C reativa elevada e urina com piúria e bacteriúria. Qual é o diagnóstico mais provável e qual é o tratamento empírico inicial mais adequado? 
Alternativas

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Tema Central da Questão: A questão aborda o diagnóstico e tratamento de uma infecção renal aguda em uma paciente com fatores de risco significativos, como diabetes melito tipo 2 mal controlado. O tema principal é a identificação e manejo de pielonefrite aguda complicada.

Justificativa para a Alternativa Correta (B): A alternativa correta é a B, que menciona "Pielonefrite aguda complicada: Ceftriaxona por via intravenosa".

A paciente apresenta sinais clássicos de pielonefrite aguda, incluindo febre, calafrios, dor lombar, náuseas e vômitos, além de achados laboratoriais como leucocitose com desvio à esquerda, elevação da proteína C reativa, piúria e bacteriúria. O quadro é considerado complicado devido à idade avançada e ao diabetes mal controlado, que são fatores de risco para complicações e infecções mais graves.

O tratamento empírico inicial indicado para pielonefrite complicada é a administração de um antibiótico de amplo espectro por via intravenosa. A Ceftriaxona é uma escolha apropriada, conforme diretrizes de manejo de infecções urinárias complicadas (referência: UpToDate e diretrizes da Infectious Diseases Society of America - IDSA).

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Pielonefrite aguda não complicada: Ciprofloxacino por via oral. A pielonefrite não complicada geralmente ocorre em pacientes sem comorbidades significativas e é tratada com antibióticos orais como Ciprofloxacino. No entanto, devido aos fatores de risco da paciente (idade e diabetes), seu caso é considerado complicado.

C - Pielonefrite xantogranulomatosa: Ciprofloxacino e corticosteroides. A pielonefrite xantogranulomatosa é uma condição rara e crônica, frequentemente associada à obstrução urinária e requer diagnóstico por imagem específico. Não é compatível com o quadro agudo descrito.

D - Abscesso renal: Drenagem percutânea e antibioticoterapia de amplo espectro. Embora um abscesso renal seja uma complicação possível, o enunciado não sugere um quadro tão avançado. Adicionalmente, o tratamento inicial empírico foca no manejo de pielonefrite complicada antes de considerar abscessos.

E - Glomerulonefrite aguda: Prednisona e diuréticos. A glomerulonefrite aguda tem manifestações clínicas e laboratoriais distintas, como hematúria e proteinúria, sem sinais de infecção sistêmica significativa, como febre e piúria, o que descarta essa hipótese.

Estratégia para Resolução: Ao abordar questões clínicas, é crucial avaliar o contexto do paciente, incluindo fatores de risco e achados clínicos e laboratoriais, para diferenciar entre condições agudas e crônicas e escolher o tratamento empírico adequado.

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ALTERNATIVA CORRETA: B) Pielonefrite aguda complicada: Ceftriaxona por via intravenosa.

✏️JUSTIFICATIVA

A paciente apresenta um quadro clássico de pielonefrite aguda complicada, pois tem:

✔️ Febre alta, calafrios, dor lombar unilateral, náuseas e vômitos → sinais de infecção do trato urinário superior.

✔️ Leucocitose com desvio à esquerda e PCR elevada → indica infecção bacteriana sistêmica.

✔️ Piúria e bacteriúria → confirmam infecção urinária ativa.

✔️ Diabetes mellitus descontroladofator de risco para pielonefrite complicada, devido à imunossupressão relativa e maior predisposição a infecções graves.

Dado o risco aumentado de complicações, o tratamento empírico inicial recomendado é a ceftriaxona intravenosa (ou outro antibiótico de amplo espectro), garantindo cobertura adequada até a cultura orientar o ajuste do esquema antibiótico.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

[A] Pielonefrite aguda não complicada: Ciprofloxacino por via oral

  • Errado, pois a paciente tem diabetes descontrolado, tornando a pielonefrite complicada.
  • Em pielonefrite não complicada, o tratamento pode ser oral (exemplo: ciprofloxacino), mas este não é o caso.

[C] Pielonefrite xantogranulomatosa: Ciprofloxacino e corticosteroides

  • Errado, pois a pielonefrite xantogranulomatosa é uma forma crônica, associada a cálculos renais e obstrução, não compatível com o quadro agudo da paciente.

[D] Abscesso renal: Drenagem percutânea e antibioticoterapia de amplo espectro

  • Pouco provável, pois a paciente tem sintomas de pielonefrite aguda sem sinais claros de formação abscedada, que geralmente se manifesta com febre persistente apesar da antibioticoterapia inicial.

[E] Glomerulonefrite aguda: Prednisona e diuréticos

  • Errado, pois a paciente tem bacteriúria e piúria, indicativos de infecção urinária, e não hematúria e proteinúria, que seriam sugestivos de glomerulonefrite.

RESUMO

✔️ Diagnóstico: Pielonefrite aguda complicada devido ao diabetes descontrolado.

✔️ Tratamento inicial empírico: Ceftriaxona EV, com ajuste posterior baseado na cultura.

‼️PONTOS CHAVE

Pielonefrite complicada exige internação e antibioticoterapia parenteral.

Ceftriaxona é uma opção de amplo espectro segura e eficaz.

Diabetes descontrolado aumenta o risco de infecção grave e complicações.

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