Homem, 62 anos, com história de doença de Parkinson, apresen...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda complicações motoras em paciente com Doença de Parkinson, especificamente a exacerbação da síndrome extrapiramidal com discinesias e distonia relacionadas ao uso crônico de levodopa/carbidopa. Essas manifestações, especialmente movimentos involuntários, são frequentes em fases avançadas do tratamento.
Justificativa para a alternativa correta (D): Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde:
“A introdução de agonista dopaminérgico é recomendada para pacientes em uso de levodopa com flutuações motoras ou discinesias, permitindo o ajuste da dose de levodopa e a melhora dos sintomas motores.” (Seção: Tratamento Farmacológico - PCDT DP)
Os agonistas dopaminérgicos (ex: pramipexol, ropinirol) estimulam diretamente receptores dopaminérgicos, promovendo efeito contínuo e reduzindo oscilações motoras, além de permitir menor dose de levodopa, o que diminui o risco de discinesias. Esta conduta é respaldada por referências clássicas como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e revisões do UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
A) Aumentar a levodopa/carbidopa: Medida inadequada, pois doses mais altas exacerbam discinesias e distonias. É uma pegadinha clássica: mais levodopa = mais sintomas motores, mas também maior risco de movimentos involuntários.
B) Adicionar anticolinérgico: Seu uso é restrito, pois efeitos adversos (confusão e delírio) são frequentes em idosos. Alivia tremor, mas pouco eficaz para discinesias.
C) Reduzir/discontinuar levodopa e usar IMAO: Reduzir abruptamente pode piorar a rigidez e a bradicinesia. IMAOs têm benefício limitado para quadros de discinesias pronunciadas.
E) Benzodiazepínicos: Não fazem parte do tratamento das discinesias na doença de Parkinson; uso restrito a distúrbios de ansiedade ou insônia, com risco de dependência e quedas.
Estratégias para provas: Atenção a palavras como “discinesia” ou “movimentos involuntários” associadas a uso crônico de levodopa—isso deve remeter ao ajuste do esquema e introdução de novos fármacos, nunca ao aumento puro da levodopa.
Resumo: A alternativa D representa a conduta clinicamente respaldada e alinhada às diretrizes. O manejo adequado reduz efeitos adversos, melhora a qualidade de vida e mantém o controle dos sintomas motores.
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