Com base na análise sintática, a oração "que sou antiquado"...

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Q3452733 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Auto Riso



Conheci Vitor no trabalho e logo se tornou um conselheiro para mim. Ele tinha mais experiência e equilibrava suas ações com bom senso. Sempre aprendi muito com ele, tanto pela vivência quanto pela forma descontraída de encarar a vida.



Vitor era português e, ao invés de se incomodar com piadas sobre sua nacionalidade, as usava a seu favor. Durante discussões sobre textos no trabalho, propunha:



— Se eu, que sou português, entender, qualquer um entenderá!



Todos riam, e sua frase se tornou uma marca. Ele acabou se tornando referência para textos bem escritos.



Outro episódio memorável foi uma confraternização da sua turma de faculdade. Empolgado, ele reencontrou os amigos e, no dia seguinte, comentou:



— Descobri que sou antiquado. Fui o único que não trocou de carro... nem de mulher!



Rimos muito. Mas o mais valioso era sua capacidade de rir de si mesmo, sem arrogância. Ele me ensinou que a verdadeira autoconfiança permite ver graça em si, sem medo do julgamento.



"Aquele que não consegue rir de si mesmo, deixa esse trabalho para os outros."


Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2022/03/20/auto-riso/


Com base na análise sintática, a oração "que sou antiquado" no período "Descobri que sou antiquado" exerce qual função sintática na estrutura da frase?
Alternativas

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TEMA CENTRAL: Análise Sintática: A questão aborda as orações subordinadas substantivas, solicitando a identificação da função que a oração “que sou antiquado” exerce no período “Descobri que sou antiquado”.

ALTERNATIVA CORRETA:

A) Oração subordinada substantiva objetiva direta

Esta é a alternativa correta. Em “Descobri que sou antiquado”:

  • O verbo descobrir é transitivo direto: exige complemento sem preposição (quem descobre, descobre algo).
  • Perguntando “descobri o quê?”, a resposta é: “que sou antiquado”, ou seja, a oração funciona como objeto direto do verbo.
  • Pela norma-padrão (Bechara, Cunha & Cintra), orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem o papel de objeto direto da oração principal, sendo introduzidas normalmente pela conjunção integrante “que”.

ALTERNATIVAS INCORRETAS:

B) Oração subordinada substantiva subjetiva
Errada. Oração subordinada subjetiva exerce função de sujeito da oração principal. Ex: “É necessário que você estude.” (o sujeito é a oração subordinada). No enunciado, “que sou antiquado” não é sujeito e sim objeto direto.

C) Oração subordinada substantiva completiva nominal
Errada. Completiva nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), não de um verbo. Ex: “Tenho certeza de que vencerei.” Aqui, completa o nome “certeza”. No período analisado, a oração completa o verbo “descobrir”.

D) Oração subordinada adjetiva restritiva
Errada. As adjetivas caracterizam nomes, introduzidas por pronomes relativos (que, o qual, etc.) e não por “que” integrante. Exemplo: “O aluno que estuda, aprende.” No caso, não há ideia de caracterização, mas de complementação verbal.

DICA DE OURO: Para reconhecer qual função sintática uma oração exerce, pergunte sempre ao verbo: “O quê?” (objeto direto), “De quê?” (completiva nominal), “Quem?” (sujeito).

Referência Normativa: Segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”) e o Manual de Redação da Presidência da República, a oração que completa verbo transitivo direto é chamada de oração subordinada substantiva objetiva direta.

Resumo: A oração “que sou antiquado” é objeto direto do verbo descobrir; por isso, trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

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Comentários

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GAB|: A

oração subordinada objetiva direta funciona como objeto direto do verbo da oração principal, sem preposição.

Exemplo: Eu sei que você gosta de música. 

a oração que você gosta de música é o objeto direto do verbo sei.

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