Assinale a alternativa incorreta sobre o uso do jato de bic...
Gabarito comentado
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Tema central: o jato de bicarbonato (air‑powder polishing) projeta pó de bicarbonato, água e ar para remover biofilme e manchas extrínsecas da superfície dental. É um recurso de profilaxia clínica, não um método de processamento de instrumentais.
Alternativa incorreta (Gabarito): C – “Limpeza de instrumentais”. O jato de bicarbonato não é indicado para descontaminação ou limpeza de instrumentos odontológicos. Instrumentais requerem processamento crítico (pré‑limpeza manual/ultrassônica, embalagem e esterilização em autoclave), conforme diretrizes CDC e manuais de controle de infecção. O jato não garante remoção de biocarga nem esterilidade, podendo inclusive causar corrosão ou abrasão indesejada do metal e gerar aerossóis contaminados. Referências: CDC – Infection Control Guidelines (2016/2024 update); ADA – instrument processing recommendations.
Por que as demais estão corretas (indicações do jato de bicarbonato):
A – Limpeza de placa bacteriana dental. Indicação clássica: remoção rápida do biofilme/película em esmalte e cemento exposto, com boa eficiência e conforto ao paciente em profilaxia supragengival. Evidências: Wilkins – Clinical Practice of the Dental Hygienist; revisões de Petersilka sobre air‑polishing.
B – Remoção de manchas causadas pela nicotina. Manchas extrínsecas por tabaco são bem removidas por jato de bicarbonato, frequentemente com menor tempo que taças de borracha e pedra‑pomes. Diretrizes e livros‑texto de higiene dental corroboram essa aplicação (Wilkins; Darby & Walsh).
D – Remoção de camadas oxidadas de amálgama. O jato pode remover o “tarnish” superficial (camada oxidada) por abrasão leve. Contudo, há cautela: o jato de bicarbonato pode aumentar a rugosidade e a susceptibilidade à corrosão de restaurações, sendo preferível o polimento mecânico convencional (borrachas/escovas e pastas) para acabamento. Ainda assim, a remoção superficial de oxidação com jato é possível e descrita, justificando a assertiva. Referências: Wilkins; estudos laboratoriais sobre rugosidade de amálgama após air‑polishing.
Estratégia de prova: quando a pergunta focar “uso do jato de bicarbonato”, pense em profilaxia clínica em dentes (biofilme e manchas). Opções que envolvam processamento de instrumentais ou esterilização destoam do escopo e tendem a ser as incorretas.
Pegadinhas comuns: lembrar das restrições do jato de bicarbonato: uso próximo a restaurações delicadas (resinas, ionômeros, porcelanas) pode danificar; considerar alternativas como glicina/eritritol para situações específicas. Isso não muda as indicações básicas cobradas na questão.
Fontes recomendadas: Wilkins – Clinical Practice of the Dental Hygienist; Darby & Walsh – Dental Hygiene; CDC/ADA – Instrument Processing & Infection Control; Petersilka GJ – reviews on air‑polishing.
Resposta final: C.
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