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Q4277703 Saúde Pública
O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em Nzara, (no atual Sudão do Sul), outro em Yambuku, (na República Democrática do Congo), próximo ao Rio Ebola, que deu nome à doença.
Desde então, a maioria dos surtos ocorreu em comunidades da África Central e Ocidental. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam, significativamente, as chances de sobrevivência. 
A doença é causada por vírus do gênero Orthoebolavirus. Atualmente, são conhecidas seis espécies do vírus, sendo que algumas desencadeiam quadros muito mais graves em humanos.

M É DICOS SEM FRONTEIRAS . Ebola . Dispon í vel em: https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/ebola/. Acesso em: 15 jul. 2026.
Com base nas informações apresentadas no texto e nos conceitos de epidemiologia, indique a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O texto situa a maioria dos surtos na África Central e Ocidental, delimitando a área pertinente. Para escolher C, aplica-se o critério de presença habitual do agente nessa área, sem tomar a repetição dos surtos, por si só, como prova suficiente.

Tema central: Endemicidade e surtos de Ebola
Análise das alternativas
A
Errada
Confunde recorrência de surtos com epidemia contínua. Epidemia exige ocorrência acima do esperado para a população, o lugar e o período considerados; surtos repetidos não demonstram excesso ininterrupto de casos.
B
Errada
A dependência exclusiva da exposição animal é falsa, pois o Ebola também apresenta transmissão entre pessoas. Além disso, enzootia descreve a presença habitual da doença ou do agente em uma população animal e não impede, por definição, padrões endêmicos ou epidêmicos em humanos.
C
Certa
A alternativa C distingue a manutenção regional do agente da ocorrência descontínua de surtos humanos: esses padrões são compatíveis, pois endemicidade não significa adoecimento permanente de toda a população. Essa é a interpretação que sustenta o gabarito oficial. Há, porém, uma ressalva científica: os reservatórios animais do Ebola não estão definitivamente estabelecidos, e o trecho apresentado não demonstra diretamente a manutenção do vírus nesses reservatórios.
D
Errada
Surtos em diferentes países não comprovam, por si, pandemia nem transmissão sustentada entre as populações citadas. A classificação como pandemia envolve expansão epidêmica ampla, geralmente com grande número de pessoas afetadas, e não apenas registros multinacionais.
Pegadinha da questão
Confundir presença regional do agente com casos humanos permanentes, repetição de surtos com epidemia ininterrupta e ocorrência em vários países com pandemia. Outra confusão explorada é tratar enzootia como necessariamente incompatível com endemicidade.
Dica para questões semelhantes
  • Ao avaliar endemicidade, identifique se a classificação se refere à presença habitual do agente ou à ocorrência de casos humanos; não exija adoecimento contínuo de toda a população.
  • Para reconhecer epidemia, procure ocorrência acima do esperado no lugar, na população e no período considerados; a repetição de surtos não basta.
  • Separe o padrão em animais do padrão em humanos: origem zoonótica não implica transmissão exclusivamente animal-humano.
  • Não classifique como pandemia apenas pela existência de surtos em mais de um país; verifique a evidência de expansão epidêmica ampla.

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