São instrumentais considerados críticos, exceto:
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação de Spaulding para processamento de instrumentais. Críticos são os que penetram tecidos moles/ósseos ou entram em contato com sangue/tecidos estéreis, exigindo esterilização. Semicríticos tocam mucosas ou saliva, sem penetração, e requerem esterilização (preferível) ou desinfecção de alto nível quando termo-sensíveis. Não críticos contatam apenas pele íntegra, necessitando desinfecção de baixo/intermediário nível.
Alternativa correta: D – ponta de luz do fotopolimerizador
É um item semicrítico: entra na cavidade bucal, podendo tocar mucosa/saliva e superfícies dentárias, mas não penetra tecidos nem contata tecidos estéreis. A conduta recomendada é o uso de barreiras descartáveis e, após cada paciente, esterilização quando o fabricante permitir; se termo-sensível, desinfecção de alto nível. Portanto, não é crítico. Essa é a “pegadinha”: por estar intraoral, muitos marcam como crítico, mas o critério é penetração/contato com tecido estéril.
Por que as demais estão incorretas?
A – Cinzel ósseo: usado em procedimentos cirúrgicos sobre osso. Penetra/contata tecido estéril e sangue. É crítico e deve ser esterilizado entre usos.
B – Cureta de Gracey: instrumento periodontal que frequentemente adentra o sulco/bolsa e pode causar sangramento, entrando em contato com sangue e tecido conjuntivo. Nas diretrizes odontológicas, curetas/escalers são tratadas como críticas, exigindo esterilização.
C – Alavancas (elevadores): utilizadas em exodontias; penetram ligamento periodontal e podem contatar osso/alvéolo. São críticas e necessitam esterilização após cada paciente.
Estratégia para a prova: Pergunte-se: “Este item penetra tecido mole/ósseo ou toca tecido estéril/sangue de forma previsível?” Se sim, é crítico (esterilização obrigatória). Se apenas toca mucosa/saliva e não penetra, é semicrítico (preferir esterilização; se não possível, desinfecção de alto nível com barreira).
Referências essenciais: CDC – Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings (2003) e Summary of Infection Prevention Practices in Dental Settings (2016); Classificação de Spaulding (OMS/CDC); ANVISA – RDC 15/2012 e Guias de Processamento de Produtos para Saúde (aplicação do Spaulding no contexto brasileiro).
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