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Q2465587 História
A Folha de São Paulo, ao publicar o editorial da “ditabranda” passa de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes; passando por arauto das democracias nos anos 1980, até propor, vinte anos depois, que se esqueça da existência de uma ditadura no Brasil. Não é propriamente um esquecimento, mas um ocultamento, uma reinterpretação histórica.” Os jornais registram a História, são fontes essenciais para os historiadores. O que quero ressaltar é seu papel de formador moral e intelectual ao construir uma memória que interessa à sua história, que busca que se torne real a todos. (SILVA, Carla Luciana. Imprensa e construção social da “ditabranda. In: MELO, Demian Bezerra (org). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014, p. 196)

Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar. Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de 
Alternativas

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Alternativa Correta: A - disputa de memórias

Vamos entender porque essa alternativa está correta e analisar as outras opções.

O texto da questão aborda a ideia de que a imprensa, no caso específico, o jornal Folha de São Paulo, teve um papel ativo na forma como a história da ditadura militar no Brasil é lembrada e interpretada. De acordo com o trecho, o jornal passou de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes a um promotor de democracias nos anos 1980, e depois, tentou minimizar o impacto da ditadura, chamando-a de "ditabranda". Isso reflete uma tentativa de reinterpretação histórica, onde diferentes grupos ou instituições tentam moldar a memória coletiva de acordo com seus interesses.

Assim, a alternativa correta é A - disputa de memórias, pois o texto exemplifica como diferentes memórias e interpretações sobre o mesmo evento histórico podem coexistir e até mesmo entrar em conflito.

Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:

B - consenso historiográfico

Essa alternativa está incorreta porque o texto mostra justamente o oposto: a existência de uma disputa sobre como a história deve ser lembrada. Um consenso historiográfico implica uma concordância geral entre historiadores sobre a interpretação de eventos passados, o que não é o caso aqui.

C - concepção historiográfica tradicional

A concepção historiográfica tradicional tende a se basear em fontes oficiais e em uma visão mais unificada e consensual dos eventos históricos. O texto, no entanto, destaca a multiplicidade e o conflito de memórias, características que não se encaixam na concepção tradicional. Portanto, esta alternativa está incorreta.

D - afastamento do historiador de sua dimensão pública

Esta alternativa não se aplica ao contexto do texto, que mostra exatamente o contrário: a intervenção ativa de um órgão de imprensa na memória histórica e, consequentemente, a participação de historiadores e jornalistas neste processo. Não há afastamento, mas uma intensa interação com a dimensão pública.

E - neutralidade do saber histórico

O texto claramente refuta a ideia de neutralidade, mostrando como a história pode ser reinterpretada de maneiras que servem a interesses específicos. A própria expressão "ditabranda" é um exemplo de tentativa de moldar a percepção pública, o que vai contra a ideia de neutralidade.

Em resumo, a questão destaca a importância da disputa de memórias na construção da história e como diferentes atores, como a imprensa, podem influenciar essa construção de acordo com seus interesses e perspectivas.

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Comentários

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gabarito letra A

Gabarito: A.

A passagem do texto demonstra claramente uma disputa pela mudança da memória coletiva envolvendo a ditadura militar. A luta pela permanência da memória é essencial para a manutenção do estado democrático de direito.

ACRESCENTANDO AOS AMIGOS:

A LETRA A : é correta porque o trecho destaca como a "Folha de São Paulo" mudou suas narrativas sobre o regime militar ao longo do tempo, mostrando uma luta entre diferentes interpretações históricas do período.

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