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Q3365868 Radiologia
Para melhor demonstrar a base do 5o metatarso, deve-se realizar uma radiografia com o pé na posição
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Tema central: posicionamento radiográfico do pé para evidenciar a base do 5º metatarso (tuberosidade), estrutura lateral frequentemente acometida em entorses por inversão (avulsões) e nas fraturas tipo Jones. O objetivo é remover sobreposições ósseas e “abrir” o complexo cuboide–4º/5º metatarsos.

Alternativa correta: E – oblíqua medial (rotação interna)

Justificativa: Na incidência oblíqua medial do pé (rotação interna de ~30–45°), o lado lateral do pé “abre” o cuboide e a base do 5º metatarso, reduzindo a sobreposição com o 4º metatarso e com o cuboide. Isso fornece melhor delineamento do tubérculo do 5º e da linha de fratura. Essa é a incidência clássica para pesquisar fraturas por avulsão do tubérculo e fraturas de Jones. Diretrizes e textos de referência (Bontrager & Lampignano; Merrill’s; ACR Appropriateness Criteria – Foot Trauma) recomendam a oblíqua medial para avaliação do compartimento lateral do pé.

Como pensar na prova: “Base do 5º” = lateral do pé = estruturas relacionadas ao cuboide. A incidência que “abre” o cuboide é a oblíqua medial. Memorize o mnemônico: Medial oblíqua abre o lado lateral.

Análise das alternativas incorretas:

  • A – Perfil (lateral): útil para avaliar alinhamento geral e altura do arco, porém há importante sobreposição da base do 5º com cuboide e demais metatarsos, dificultando ver detalhes finos de fratura do tubérculo.
  • B – Anteroposterior (AP): visão global do pé, mas mantém sobreposição tarsometatársica, não “abre” o cuboide; sensibilidade menor para fraturas sutis da base do 5º.
  • C – Posteroanterior (PA): não é protocolo padrão para pé; posicionamento desfavorável e sem benefício sobre o AP. Em concursos, PA para pé costuma ser pegadinha.
  • D – Oblíqua lateral (rotação externa): abre o compartimento medial (navicular e cuneiformes, 1º–2º metatarsos). É o oposto do que se deseja quando o foco é a base do 5º.

Dica prática de posicionamento: Paciente em decúbito dorsal ou ortostase, planta do pé inicialmente plana, rodar internamente o pé ~30–45°, raio central perpendicular ao nível do 3º metatarso e colimação incluindo o cuboide e a base do 5º. Isso maximiza a visualização do tubérculo.

Aplicação clínica: Suspeita de avulsão do tubérculo (entorse por inversão) ou fratura de Jones (na junção meta-diafisária) exige oblíqua medial para melhor definição da linha de fratura e do envolvimento articular.

Referências essenciais: Bontrager & Lampignano. Textbook of Radiographic Positioning and Related Anatomy; Merrill’s Atlas of Radiographic Positioning and Procedures; ACR Appropriateness Criteria – Acute Trauma to the Foot; Radiopaedia (foot oblique view).

Gabarito: E – Oblíqua medial

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Comentários

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Para visualizar melhor a base do 5º metatarso, utiliza-se a incidência oblíqua medial do pé.

  • A (perfil): mostra bem estruturas laterais, mas não é a melhor para a base do 5º metatarso.
  • B (anteroposterior) e C (posteroanterior): não oferecem destaque suficiente para a região lateral do pé.
  • D (oblíqua lateral): evidencia mais o lado medial do pé, não o 5º metatarso.
  • E (oblíqua medial): correta, pois posiciona o pé de forma que a base do 5º metatarso fique livre de sobreposição, permitindo melhor avaliação radiográfica.

A resposta correta é E – oblÍqua medial.

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