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Q3616616 Veterinária
A instrução normativa n.º 48, de 14 de julho de 2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aprova as diretrizes gerais para vigilância da Febre Aftosa com vistas à execução do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA). No capítulo VII, seção V, os animais oriundos de zona livre de febre aftosa com vacinação, sêmen e ovócitos devem estar acompanhados de declaração emitida pelo médico veterinário responsável técnico do estabelecimento de origem, atestando que esses produtos foram obtidos de doadores que tenham: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Vigilância e biossegurança na movimentação de material genético (sêmen e ovócitos) contra Febre Aftosa no PNEFA. O foco é a proteção sanitária ao exigir comprovação sorológica pós-coleta para evitar disseminação do vírus via germoplasma.

Gabarito: B — Teste para anticorpos contra febre aftosa no mínimo 21 dias após a coleta, com resultado negativo.

Justificativa da alternativa correta: O vírus da febre aftosa (FMDV) pode estar presente no sêmen durante a fase de viremia. Para garantir que o doador não estava infectado no momento da coleta, exige-se sorologia realizada ≥21 dias após a coleta: esse intervalo cobre a janela de soroconversão, reduzindo falsos negativos. Na prática, em rebanhos vacinados, utiliza-se teste para anticorpos contra proteínas não estruturais (PNE/NSP), que diferencia infecção de resposta vacinal (DIVA). Essa exigência consta na IN MAPA nº 48/2020, Cap. VII, Seção V e é alinhada ao WOAH (ex-OIE) Terrestrial Animal Health Code para movimentação de germoplasma em áreas com vacinação.

Por que as demais estão incorretas?

A) “11 dias após a coleta”: insuficiente. A soroconversão ao FMDV pode ocorrer após 7–10 dias, mas há variabilidade; o padrão regulatório adota 21 dias para segurança adicional e conformidade com PNEFA/WOAH. Com 11 dias, aumenta o risco de falso-negativo.

C) “Uma vacinação (bovinos/bubalinos)”: vacinação não comprova ausência de infecção e não substitui a sorologia pós-coleta. Animais vacinados podem se infectar subclinicamente; por isso, exige-se teste específico pós-coleta para excluir infecção ativa no momento da coleta.

D) “Mantidos por 2 meses em zona livre com vacinação”: embora a procedência sanitária seja relevante, essa não é a exigência central para germoplasma segundo a IN 48/2020. O critério determinante é o teste negativo ≥21 dias pós-coleta; o período de residência de 60 dias não substitui nem atende ao objetivo de detectar infecção no momento da coleta.

Estratégia para provas: Identifique palavras-gatilho como “sêmen/ovócitos”, “zona livre com vacinação” e “declaração do RT”. Elas apontam para a exigência de testagem sorológica negativa realizada após a coleta e com intervalo de 21 dias. Cuidado com a pegadinha de prazos menores (p.ex., 11 dias) e com alternativas que citam apenas vacinação ou tempo de permanência.

Referências essenciais: IN MAPA nº 48/2020 (Cap. VII, Seção V, PNEFA); WOAH Terrestrial Animal Health Code – capítulos sobre febre aftosa e movimentação de germoplasma.

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