Sobre a sintomatologia do hipotireoidismo, analise as propo...
( ) No hipotireoidismo primário clínico e subclínico, observa-se uma certa frequência de hiperprolactinemia e parte destes pacientes, principalmente mulheres, podem apresentar galactorreia.
( ) Pelo fato de que muitos dos sintomas no hipotireoidismo, principalmente na fase inicial da doença, são queixas comuns (por exemplo, como fadiga, cansaço, pele seca, ganho de peso), mesmo em indivíduos eutireoidianos, a alteração da função tireoidiana só pode ser confirmada pela dosagem de TSH.
( ) Idade, sexo feminino, presença de anticorpos antitireoidianos positivos e concentração sérica do TSH, na avaliação inicial, são fatores preditivos dependentes de progressão do hipotireoidismo subclínico ao hipotireoidismo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Gabarito comentado
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Gabarito comentado: Alternativa A (V / V / F)
Tema central: Sintomatologia e fatores de progressão do hipotireoidismo (clínico e subclínico), com foco em apresentações clínicas, diagnóstico laboratorial e preditores de evolução.
Análise detalhada das proposições:
1ª Proposição: VERDADEIRA
No hipotireoidismo primário, há elevação do TRH, que estimula a prolactina, podendo causar hiperprolactinemia e galactorreia, principalmente em mulheres. Segundo o PCDT da Hiperprolactinemia: “Para causas patológicas, devem ser descartados o hipotireoidismo primário... através da dosagem do hormônio estimulante da tireoide (TSH)”. O fenômeno é menos comum no hipotireoidismo subclínico, mas pode ocorrer. Atenção, pois galactorreia não é sintoma obrigatório, mas possível.
2ª Proposição: VERDADEIRA
Os sintomas como fadiga, pele seca e ganho de peso são inespecíficos e frequentes mesmo entre eutireoidianos. Por isso, a confirmação diagnóstica exige dosagem de TSH, conforme indica o PCDT: “A alteração da função tireoidiana só pode ser confirmada pela dosagem de TSH.” Em prova, foque na importância do raciocínio clínico-laboratorial conjunto.
3ª Proposição: FALSA
Embora idade, sexo feminino e autoanticorpos antitireoidianos estejam associados à maior risco de progressão do hipotireoidismo subclínico, apenas o TSH aumentado é considerado fator preditivo independente segundo as Diretrizes Clínicas brasileiras: “O único fator independente foi a concentração sérica inicial do TSH, com maiores taxas quando acima de 10 mIU/L.” Pegadinha comum: confundir associação (risco) com preditor independente (fator decisivo).
Estratégias de prova:
Leia atentamente termos como “fator preditivo independente” e diferencie-os de fatores associados. Identifique sintomas amplos e recorde que a triagem do hipotireoidismo depende do contexto laboratorial. Sempre confira as recomendações de protocolos/diretrizes atualizados, especialmente em Endocrinologia.
Resumo: O gabarito correto é A (V / V / F), pois apenas a terceira proposição diverge do que orientam os protocolos nacionais e internacionais.
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