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Q3616609 Patologia
A intoxicação por Clostridium perfringens se apresenta como uma gastroenterite aguda causada pela ingestão de alimento contaminado. O diagnóstico dessa intoxicação é realizado por meio de isolamento:
Alternativas

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Tema central: Gastroenterite por Clostridium perfringens (C. perfringens) é uma intoxicação alimentar causada pela enterotoxina (CPE) produzida durante a esporulação no intestino, após ingestão de alimentos contaminados (carne, molhos). Quadro típico: diarreia aquosa e dor abdominal, pouca febre/vômitos, início em 8–16 h e resolução em 24–48 h.

Alternativa correta: A
Isolamento do microrganismo nas fezes com detecção da enterotoxina é o caminho diagnóstico recomendado. Em surto, confirma-se pela presença de CPE nas fezes (ELISA/imunoensaio) e/ou por altas contagens de C. perfringens (≥105–106 UFC/g) em amostras fecais e alimentos associados. Essa abordagem está de acordo com CDC/UpToDate e Harrison’s.

Por que funciona: a doença é mediada por toxina luminal, logo o foco é a fezes. A CPE é uma proteína que se liga a claudinas nas tight junctions, formando poros e aumentando a permeabilidade intestinal, levando à diarreia.

Análise das alternativas incorretas

  • B – sangue: bacteremia por C. perfringens não faz parte do quadro de intoxicação alimentar; hemoculturas são inúteis no diagnóstico da gastroenterite por CPE.
  • C – “antígenos enteropolissacarídico e flagelar” na enterotoxina: confunde conceitos. A enterotoxina é uma proteína, não um antígeno polissacarídico/flagelar. Além disso, C. perfringens é Gram-positiva e não motil (não possui flagelo), logo não há antígeno H relevante.
  • D – LPS e flagelar: LPS é componente de Gram-negativos (antígeno O). C. perfringens não possui LPS; novamente a menção a flagelo é inadequada. Portanto, a proposta é incompatível com a biologia do agente.

Como interpretar em prova (pegadinhas): mencões a LPS/antígeno O-H sinalizam bacilos Gram-negativos (p.ex., Salmonella). Para C. perfringens, pense em fezes + toxina, não em sangue.

Exames úteis: pesquisa de CPE nas fezes (ELISA), PCR para cpe (quando disponível), cultura/contagem do organismo em fezes e alimentos. Em surto, coleta de múltiplos casos fortalece o vínculo epidemiológico.

Conduta (resumo): suporte hídrico e eletrolítico; antibióticos não são indicados na intoxicação por CPE. Notificação e investigação de alimentos são importantes em surtos.

Referências rápidas: UpToDate (Clostridial foodborne disease), Harrison’s Principles of Internal Medicine, CDC Foodborne Illnesses, FDA Bad Bug Book.

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