No raio-X de coluna cervical de paciente com história de tr...
Gabarito comentado
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Tema central: Em trauma cervical, a primeira preocupação é identificar lesões instáveis sem mobilizar o paciente. Por isso, a projeção lateral com feixe horizontal (cross-table lateral) é a incidência prioritária para avaliação inicial.
Alternativa correta: D — Perfil com raios horizontais
Justificativa: No trauma, o paciente permanece imobilizado em decúbito dorsal. A lateral com raios horizontais permite avaliar alinhamento, integridade dos corpos e arcos posteriores, e tecidos moles pré-vertebrais (sinal precoce de hematoma/instabilidade), sem movimentar o pescoço. Deve incluir do occipital a T1 (se T1 não visível, usar “swimmer’s view”). Diretrizes do ATLS e os ACR Appropriateness Criteria destacam a lateral como a imagem inicial mais crítica em cenário de trauma, com TC sendo o exame definitivo quando disponível ou diante de anormalidades/sintomas (UpToDate, ATLS 10ª ed., ACR 2024).
Como interpretar rapidamente a lateral:
- Verifique as quatro linhas de alinhamento (margem anterior/posterior dos corpos, linha espinolaminar e ponta dos processos espinhosos).
- Meça o espaço atlanto-dental (aumentado sugere instabilidade C1–C2).
- Avalie altura vertebral, espaços discais e tecido pré-vertebral (alargamento pode indicar hematoma).
- Se algo anormal ou incompleto, não mobilize: prossiga com TC cervical.
Análise das alternativas incorretas:
A) Anteroposterior com boca aberta: útil para o dente do áxis (C2) e massas laterais de C1, porém não é a incidência mais importante na abordagem inicial e não avalia bem alinhamento global nem tecidos moles.
B) Oblíqua direita e esquerda: indicadas para forames intervertebrais em contexto não traumático. Em trauma agudo, além de pouco úteis inicialmente, implicam movimentação do paciente.
C) Perfil em posição ortostática: inadequada em trauma. Paciente deve permanecer imobilizado em decúbito; ortostatismo pode agravar lesões instáveis.
E) Frontal: complementar, mas menos sensível que a lateral para desalinhamentos e alterações de partes moles. Não é a incidência prioritária.
Pegadinhas de prova: “Ortostática” em trauma é armadilha. “Boca aberta” é importante, mas não supera a lateral com feixe horizontal na abordagem inicial. Lembre-se: visualizar até T1; se não, faça “swimmer”.
Gabarito: D
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A incidência mais importante no raio-X de coluna cervical em pacientes com história de trauma é:
Alternativa D: perfil com raios horizontais
Explicação:
- Em casos de trauma cervical, a prioridade é avaliar possíveis fraturas, desalinhamentos ou luxações sem movimentar o paciente.
- A radiografia lateral com raios horizontais permite essa avaliação com o paciente em decúbito dorsal, evitando movimentações que poderiam agravar lesões medulares.
- Essa técnica é considerada a primeira e mais importante na abordagem radiológica de trauma cervical.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Anteroposterior com boca aberta: Usada para visualizar o processo odontóide (C1 e C2), mas não é a primeira escolha em trauma.
- B) Oblíqua direita e esquerda: Indicadas para avaliação dos forames intervertebrais, não são prioritárias em trauma agudo.
- C) Perfil em posição ortostática: Pode ser útil, mas não é indicada em pacientes com trauma, pois exige que o paciente fique em pé.
- E) Frontal: Não fornece detalhes suficientes das estruturas vertebrais posteriores e medulares.
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