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Q3457530 Português

História do pão de queijo: do Brasil para o mundo


    A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.


    Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.


    Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.


    No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.


    Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.


    Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.


    Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.


(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)

No último período do texto, observe a regência do verbo “lembrar” e julgue as afirmações:

Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.

I – O verbo “lembre-se” é pronominal e intransitivo.
II – O verbo “lembre-se” é seguido de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
III – Se o pronome “se” for excluído da frase, a preposição “de”, que se encontra imediatamente após ele, também deve ser excluída, para que se mantenha a correção gramatical.

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Tema central: Regência verbal e classificação da oração subordinada. A questão explora como o verbo “lembrar-se” se comporta quanto à transitividade/regência e como a oração que o complementa deve ser classificada, tema recorrente em provas de concursos.

Justificativa da alternativa correta (letra D):

II – Correta. O verbo “lembrar-se” é transitivo indireto pronominal (exige “de”) e, neste contexto, seu complemento é uma oração introduzida por “que”: “lembre-se de que você estará degustando...”. Portanto, temos uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, pois funciona como objeto indireto desse verbo, uma análise prevista na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Cunha & Cintra).

III – Correta. Caso omitíssemos o pronome reflexivo “se” (“lembre”), o verbo passaria a ser transitivo direto e não exigiria mais “de”: “lembre que você estará degustando...”. Mantendo “de” sem o pronominal, ocorre erro gramatical. Ou seja, ambos (“se” e “de”) devem estar presentes ou ausentes juntos, conforme reforçam gramáticas como a de Bechara.

Análise das alternativas incorretas:

I – Incorreta. Afirmar que “lembre-se” é “pronominal e intransitivo” está errado. É pronominal, sim, mas exige complemento com preposição “de”, logo é transitivo indireto. Exemplo: “lembro-me de algo.” Não é intransitivo; não faz sentido sozinho.

Estratégia para a prova: Fique atento ao pronome reflexivo (“se”) e à preposição exigida:
— Com “se”: lembro-me de algo.
— Sem “se”: lembro algo.
Cuidado para não cair na pegadinha de achar que, sendo pronominal, é intransitivo!

Resumo: Alternativa D está correta: “lembre-se de que...” pede oração objetiva indireta (II correto) e, ao tirar o “se”, eliminamos também o “de” (III correto). I está errada porque o verbo não é intransitivo.

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Análise do Trecho: "lembre-se de que você estará degustando..."

  1. Verbo e Pronome: O verbo está na forma pronominal (lembrar-se).
  2. Regência: O verbo "lembrar-se" exige a preposição de.
  3. Complemento: O complemento do verbo é a oração introduzida pela preposição "de" seguida da conjunção integrante "que" (de que você estará degustando uma...).

Julgamento das Afirmações:

I – O verbo “lembre-se” é pronominal e intransitivo.

  • Pronominal: Verdadeiro. O verbo está acompanhado do pronome oblíquo átono "se" (lembre-se).
  • Intransitivo: Falso. O verbo lembrar-se exige um complemento regido pela preposição "de" (a oração "de que você estará degustando..."). Portanto, ele é Transitivo Indireto (VTI).

Conclusão da I: Falsa.

II – O verbo “lembre-se” é seguido de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.

  • Transitivo Indireto: Como visto, o verbo é Transitivo Indireto (lembrar-se de algo).
  • Oração Subordinada Substantiva: O complemento (aquilo que é lembrado) é uma oração introduzida por preposição + "que": de que você estará degustando...
  • Objetiva Indireta: Uma oração que funciona como Objeto Indireto de um verbo chama-se Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta. O Objeto Indireto é o complemento de um VTI.

Conclusão da II: Verdadeira.

III – Se o pronome “se” for excluído da frase, a preposição “de”, que se encontra imediatamente após ele, também deve ser excluída, para que se mantenha a correção gramatical.

  • Regra Geral do Verbo "Lembrar":
  • Com pronome (pronominal): É Transitivo Indireto e exige a preposição de. (Ex.: Lembre-se de algo).
  • Sem pronome (não pronominal): É Transitivo Direto e não exige preposição. (Ex.: Lembre algo).
  • Aplicação à Frase:
  • Frase Original (Correta): ...lembre-se de que você estará...
  • Excluindo o "se" e o "de" (Nova Frase): ...lembre que você estará...
  • A nova frase (lembre que você estará...) está gramaticalmente correta, pois sem o pronome, o verbo "lembrar" é VTD e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta ("que você estará..."). Excluir o "de" é necessário para manter a correção.

Conclusão da III: Verdadeira.

Resumo do Julgamento:

  • I: Falsa
  • II: Verdadeira
  • III: Verdadeira

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