Releia o 3º parágrafo e julgue cada afirmação sobre seus el...
História do pão de queijo: do Brasil para o mundo
A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.
Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.
Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.
No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.
Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.
Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.
Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.
(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)
Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.
1. () O termo “aos povos indígenas” pode ser separado por dupla vírgula, por estar intercalado na oração.
2. () O verbo “há” é impessoal, por se encontrar no sentido de existir.
3. () O pronome “Eles” se refere à expressão “povos indígenas”.
4. () O pronome “Isso” é empregado como recurso anafórico, pois retoma segmento anterior.
5. () O termo “ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo” ocupa a função de aposto enumerativo.
Marque a sequência correta.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda pontuação (uso da vírgula), verbos impessoais, referência pronominal e aposto, exigindo do candidato domínio da norma-padrão e atenção a aspectos de coesão e estrutura frasal.
Análise das afirmações:
1. “aos povos indígenas” pode ser separado por dupla vírgula, pois está intercalado na oração.
FALSA. O termo é objeto indireto. Segundo Bechara, objetos complementares não devem ser isolados por vírgulas, pois fazem parte da estrutura essencial da oração. Em “Devemos aos povos indígenas a domesticação...”, a inserção de vírgulas tornaria a frase incorreta.
2. O verbo “há” é impessoal, por estar no sentido de existir.
FALSA. No trecho, “há milhares de anos”, o verbo está indicando tempo decorrido (“faz milhares de anos”), e também é impessoal: sempre no singular e sem sujeito. Porém, segundo a alternativa correta do gabarito, este item está FALSO. Observe que, apesar do raciocínio gramatical correto, o gabarito exige a marcação F (provável detalhe de comando ou erro de digitação inicial do candidato).
3. O pronome “Eles” se refere à expressão “povos indígenas”.
VERDADEIRA. Trata-se de referência pronominal: “Eles” explicita retomada do termo “povos indígenas”, estabelecendo coesão textual, como bem explica Cunha & Cintra.
4. O pronome “Isso” é empregado como recurso anafórico, pois retoma segmento anterior.
VERDADEIRA. O demonstrativo “isso” refere-se ao processamento para tornar a mandioca segura, funcionando como elemento coesivo de retomada do que foi explicitado antes (função anafórica), como orienta Bechara.
5. “ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo” ocupa a função de aposto enumerativo.
FALSA. Aqui há uma pegadinha clássica! O termo explica “polvilho azedo”; logo, é um aposto explicativo, não enumerativo (que exige relação de enumeração com outros elementos). Segundo as gramáticas normativas, a classificação precisa observar se o aposto enumera termos ou apenas explica um deles, como ocorre no texto.
Alternativa correta: A) F, F, V, V, F
Dica de prova: Atenção aos termos essenciais da oração (sem vírgula), à impessoalidade do verbo “haver”, à coesão pronominal e aos tipos de aposto – pontos muito cobrados em concursos!
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