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Q3457527 Português

História do pão de queijo: do Brasil para o mundo


    A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.


    Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.


    Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.


    No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.


    Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.


    Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.


    Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.


(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)

No primeiro parágrafo, o segmento “Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.” é iniciado com a palavra “como”, que apresenta o seguinte valor semântico: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: A questão explora as funções semânticas da palavra “como” em um contexto textual, ou seja, exige identificar qual relação de sentido esse termo estabelece entre os elementos da frase.

Justificativa da alternativa correta (B — comparação):

No trecho apresentado, “como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes...”, a palavra “como” está introduzindo uma comparação entre o pão de queijo e outros ícones da culinária do Brasil. Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), o “como” pode funcionar como conjunção subordinativa comparativa, criando uma relação de semelhança: ambos (o pão de queijo e outros ícones) têm raízes indígenas e influências africanas e portuguesas.

Regra prática para memorização: Sempre que “como” puder ser trocado por “assim como”, “tal qual” ou expressar similaridade entre dois elementos, ele será comparativo.

Análise das alternativas incorretas:

A) causa: O sentido de causa exigiria que “como” pudesse ser interpretado como “porque”, justificando uma ação (ex: “Como estava cansado, dormiu cedo.”). Não é o caso, pois aqui não se explica motivo, mas sim se faz uma equiparação.

C) concessão: O valor concessivo indica um contraste, geralmente introduzido por “embora” ou “apesar de” (ex: “Como tivesse pouca experiência, conseguiu o cargo”). No texto, não há oposição ou contraste, e sim semelhança.

D) proporção: Relações proporcionais aparecem com estruturas como “à medida que”, “quanto mais... tanto mais...”. No texto, “como” não demonstra crescimento conjunto ou relação proporcional.

Dicas de interpretação: Ao se deparar com questões sobre sentido de conectivos, observe sempre o contexto: palavras próximas, o que se compara, causa ou esclarece. Atenção às pegadinhas, pois “como” é polissêmico, podendo mudar de valor conforme a frase!

Portanto, a resposta correta é a alternativa B (comparação), pois apenas esse sentido é validado pelo contexto de equivalência estabelecido no texto.

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Comentários

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COMO todo ícone da culinária brasileira.

A questão representa uma comparação da pessoa com todo ícone da culinária brasileira.

GAB: B

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