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Q3457526 Português

História do pão de queijo: do Brasil para o mundo


    A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.


    Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.


    Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.


    No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.


    Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.


    Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.


    Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.


(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)

O texto empregou a palavra “mandioca-brava” com hífen. Assinale a alternativa que a presenta palavra com a mesma regra de emprego do hífen:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Ortografia – Uso do hífen em palavras compostas.

A questão trata do emprego do hífen, especialmente na formação de palavras compostas na Língua Portuguesa, assunto frequentemente cobrado em concursos. O principal ponto é reconhecer as regras da Reforma Ortográfica (Novo Acordo Ortográfico) referentes a nomes de espécies vegetais e animais e a palavras compostas consagradas pelo uso.

Justificativa da alternativa correta – D) segunda-feira:

A palavra "mandioca-brava" emprega o hífen porque designa uma espécie botânica, conforme determina a norma-padrão. Segundo gramáticas como Cunha & Cintra e o Manual de Redação da Presidência da República, o hífen deve ser utilizado em palavras compostas que indicam espécies zoológicas e botânicas, como em “pimenta-do-reino”, “bem-te-vi” e “mandioca-brava”.

"segunda-feira" é um composto por justaposição consagrado pelo uso que mantém o hífen, tal qual “mandioca-brava”, observando regra semelhante do Novo Acordo Ortográfico.

Portanto, alternativa D é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) super-herói: O hífen se deve à união do prefixo “super-” com palavra iniciada por “h”. Esta é regra diferente daquela para espécies ou compostos consagrados.

B) pré-vestibular: Usa o hífen porque o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal (“e”), não se relacionando a espécies ou compostos fixos tradicionais.

C) micro-ônibus: O hífen está presente aqui porque o prefixo é seguido de palavra com a vogal “o”, formando “micro-ônibus”, caso de regra específica para prefixação, não de espécies ou compostos consagrados.

Estratégia para não errar: Em questões sobre hífen, verifique se a palavra indica espécie animal/vegetal ou é um composto consagrado pelo uso. Se for prefixo, aplique as regras específicas dos prefixos (preste atenção nas letras que iniciam o segundo elemento!).

Referência: Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), Cunha & Cintra, Manual de Redação (PR).

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Comentários

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O gabarito correto é a Alternativa D (segunda-feira).

Essa questão exige o conhecimento das regras do Novo Acordo Ortográfico sobre o uso do hífen, separando palavras compostas de palavras com prefixos.

A Regra de "Mandioca-brava"

A palavra mandioca-brava é um substantivo composto que designa uma espécie botânica (nomes de plantas e animais).

  • Regra: Emprega-se o hífen em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas.
  • Além disso: É uma composição de dois elementos que mantêm sua autonomia, formando uma nova unidade de sentido.

Análise das Alternativas

A questão pede a mesma regra. No contexto de concursos, isso geralmente separa o uso do hífen em composição (palavra + palavra) do uso em prefixação (prefixo + palavra).

Alternativa

Palavra

Regra Aplicada

A

Super-herói

Prefixação: Usa-se hífen quando o prefixo termina em "r" e a palavra seguinte começa com "h" ou "r".

B

Pré-vestibular

Prefixação: Usa-se hífen com prefixos tônicos acentuados (pré, pós, pró).

C

Micro-ônibus

Prefixação: Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a segunda palavra.

D

Segunda-feira

Composição: Usa-se hífen em palavras compostas por numeral + substantivo que designam os dias da semana. Assim como "mandioca-brava", é a união de duas palavras "inteiras".

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