Deve-se entender do texto que a ação de julgar ou ser julgado

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Q869053 Português

                        A razão do julgamento


      − Não quero que você me julgue! Quem é você pra me julgar?

      Frases como essas exprimem nossa reação ao valor que o outro nos atribuiu. O julgamento torna-se ofensivo, em certas circunstâncias, sobretudo quando não reconhecemos no próximo o direito de nos julgar. No entanto, não sabemos viver sem emitir um juízo a respeito de tudo. É preciso reconhecer a existência de uma área comum, onde os valores se definam e se equilibrem a partir de critérios claros e consensuais. Ninguém dirá a um juiz de direito “quem é o senhor para me julgar”: se estamos diante dele, é porque houve a necessidade de se recorrer às leis para se proferir um julgamento. É essa uma das garantias de que o nosso processo civilizatório tenha futuro e sentido.

                                                                             (Aníbal Tolentino, inédito

Deve-se entender do texto que a ação de julgar ou ser julgado
Alternativas

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Comentário e Gabarito Comentado – Interpretação de Texto (Analista – Administrador)

Tema central: A questão avalia a habilidade de interpretação de texto, especialmente a capacidade de identificar a tese principal e as condições que legitimam o ato de julgar socialmente, à luz dos mecanismos de coesão e coerência textual.

Justificativa da alternativa correta (B):

No texto, o autor distingue situações em que o julgamento é percebido como ofensivo (quando não reconhecemos no outro o direito de julgar) daquelas em que ele é aceito e legítimo. O exemplo do "juiz de direito" é central: ao reconhecer a necessidade de recorrer às leis e à autoridade competente, o julgamento ganha legitimação. A alternativa B está correta porque traduz a ideia principal do texto: a legitimidade do julgamento provém de sua fundamentação em normas já estabelecidas e do exercício da autoridade por quem detém poder para tal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Declara que “julgar é sempre ofensivo”, ignorando a diferenciação que o texto faz quanto às situações e à legitimação legal. Logo, está incoerente.

C) Afirma que não é preciso nenhum consenso para legitimar o julgamento, mas o texto afirma a necessidade de “critérios claros e consensuais”.

D) Sugere que o julgamento deriva da “instabilidade dos valores” e que há “crise permanente”, elementos não mencionados ou sugeridos pelo texto.

E) Reduz julgamento a mero “arbítrio” baseado em convenção. O texto fala em critérios claros/consensuais, não arbitrários.

Estratégias de leitura:
Fique atento à oposição entre julgamentos subjetivos e julgamentos legitimados pela lei; destaque as expressões que indicam condições para que o julgamento seja aceito.
Evite interpretações generalizantes, observando palavras-chave como “consensuais”, “lei”, “garantias”.

Segundo Bechara e Cunha & Cintra, a coerência textual exige que a alternativa correta reflita fielmente o sentido nuclear do texto.

Resumo: A alternativa B é a única que corresponde, de fato, ao argumento central construído pelo autor.
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GAB. B

Não quero que você me julgue! Quem é você pra me julgar?

      Frases como essas exprimem nossa reação ao valor que o outro nos atribuiu. O julgamento torna-se ofensivo, em certas circunstâncias, sobretudo quando não reconhecemos no próximo o direito de nos julgar. No entanto, não sabemos viver sem emitir um juízo a respeito de tudo. É preciso reconhecer a existência de uma área comum, onde os valores se definam e se equilibrem a partir de critérios claros e consensuais. Ninguém dirá a um juiz de direito “quem é o senhor para me julgar”: se estamos diante dele, é porque houve a necessidade de se recorrer às leis para se proferir um julgamento. É essa uma das garantias de que o nosso processo civilizatório tenha futuro e sentido.

ENTENDE-SE/ DEPREENDE-SE:  legitima-se quando o julgamento se formaliza com base em leis já estabelecidas, aplicadas por quem de direito.

Letra (b)

 

Inferir-se é sinônimo de: constar, depreender, entender, concluir-se, deduzir-se.

 

 

Complementando..

 

 

 

 

Assertiva:

 

 

b) legitima-se quando o julgamento se formaliza com base em leis já estabelecidas, aplicadas por quem de direito.

 

 

 

 

Fundamento:

 

 

 Ninguém dirá a um juiz de direito “quem é o senhor para me julgar”: se estamos diante dele, é porque houve a necessidade de se recorrer às leis para se proferir um julgamento. É essa uma das garantias de que o nosso processo civilizatório tenha futuro e sentido. (últimas duas linhas do texto)

 

 

 

 

GABARITO LETRA B

Ajuda-me muito ler primeiro o comando da questão, depois os itens, após isso vou ao texto e grifo palavras chaves.

O autor não fala em ofensa do julgamento, mas aborda que as pessoas não gostam de serem julgadas por outras que não são consideradas legítimas, apesar de ser um fato comum do cotidiando estar sempre julgando, emitindo juízo de valor. Porém quando se legitima o julgador, as pessoas aceitam, como é o caso do juiz de direito.

Diante desse resumo, eliminamos a letra a)

E identfificamos a letra b) como gabarito.

c) - na verdade é o contrário, é necessário o consenso para legitimar os efeitos nessa passagem: É preciso reconhecer a existência de uma área comum, onde os valores se definam e se equilibrem a partir de critérios claros e consensuais.

d) Extrapolou o texto, não fala em instabilidade de valores, mas na legitimidade de julgamento, mesmo sendo fato comum entre as pessoas.

e) Não há mera convenção, mas sim consenso para o arbítrio seja submetido.

Bons estudos.

Vontade de me aposentar dessa vida de concurso hehehe.

Aé em si mesma ofensiva, pelo fato de não admitirmos que possamos cometer algum deslize merecedor de censura. 

 

Resposta na segunda linha do texto, a passagem: "O julgamento torna-se ofensivo, em certas circunstâncias...", 

 

 

B) legitima-se quando o julgamento se formaliza com base em leis já estabelecidas, aplicadas por quem de direito.

 

Resposta: Ninguém dirá a um juiz de direito “quem é o senhor para me julgar”: se estamos diante dele, é porque houve a necessidade de se recorrer às leis para se proferir um julgamento. É essa uma das garantias de que o nosso processo civilizatório tenha futuro e sentido

 

 

C) é inerente ao ser humano, não sendo necessária a instituição de qualquer consenso para legitimar seus efeitos.

 

Resposta: 4ª linha do texto: "...os valores se definam e se equilibrem a partir de critérios claros e consensuais..."

 

D) provém da instabilidade dos nossos valores, razão pela qual o processo civilizatório está em crise permanente.

 

Percebam que no seguinte É essa uma das garantias de que o nosso processo civilizatório tenha futuro e sentido, única passagem do texto sobre processo civilizatório, nada diz o autor sobre crise permanente

 

 

 E) demanda nossa disposição para nos submetermos ao arbítrio de um quadro de valores estabelecidos por mera convenção.

 

Acredito que o erro esteja quando se afirma em "arbítrio", sendo que na seguinte passagem os valores se definam e se equilibrem a partir de critérios claros e consensuais , infere-se que os critérios partem do consensual...

 

Esperto ter ajudado.

 

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