A fluorose dentária é considerada:

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Q3453644 Odontologia
A fluorose dentária é considerada:
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Tema central: A fluorose dentária é um distúrbio de desenvolvimento do esmalte causado por exposição crônica sistêmica ao flúor durante a amelogênese (infância). É dose-dependente e varia de opacidades brancas difusas a manchas acastanhadas e perda de esmalte.

Alternativa correta: E – “Intoxicação crônica”
Justifica-se porque a fluorose resulta de ingestão repetida e prolongada de flúor acima do ideal no período de formação dentária (aprox. até 8 anos para dentes permanentes). O excesso interfere na maturação do esmalte (retenção de proteínas da matriz, aumento de porosidade), gerando defeitos intrínsecos. Diretrizes da OMS indicam que concentrações de flúor na água acima de ~1,5 mg/L elevam o risco de fluorose; faixas ótimas situam-se em torno de 0,5–1,0 mg/L (ajustadas ao clima). No Brasil, normativas do Ministério da Saúde regulam a fluoretação de águas para balanço risco-benefício.

Achados clínicos e diagnóstico
- Opacidades difusas e simétricas (brancas), podendo evoluir para manchas acastanhadas e “pitting” em casos severos.
- Acometimento semelhante em dentes do mesmo estágio de desenvolvimento.
- Diagnóstico clínico/anamnese: consumo de água com alto F-, deglutição de dentifrício, suplementos. Classificações como Índice de Dean e TF auxiliam na graduação. (Referências: Fejerskov & Kidd, UpToDate, OMS).

Análise das alternativas incorretas
A) Intoxicação aguda: descreve ingestão pontual de altas doses, com náuseas, vômitos e dor abdominal. Não causa alterações estruturais do esmalte; portanto, não explica fluorose.
B) Má formação congênita: “congênito” implica origem intrauterina ou genética. A fluorose é ambiental e pós-natal, ligada à ingestão crônica durante a infância.
C) Manchamento extrínseco: depósitos superficiais removíveis (alimentos, tabaco, clorexidina). Na fluorose, a alteração é intrínseca ao esmalte em formação, não se remove com profilaxia simples.
D) Variação anatômica: não é apenas uma variação; é defeito patológico de mineralização induzido por excesso de flúor durante a amelogênese.

Estrategia de prova (pegadinhas)
- Associe “fluorose” a exposição crônica e a alteração intrínseca do esmalte.
- Diferencie “aguda vs crônica” e “extrínseco vs intrínseco”.
- “Congênito” ≠ adquirido ambientalmente; “variação anatômica” ≠ defeito de desenvolvimento.

Referências rápidas: OMS (fluoretação da água), Ministério da Saúde (fluoretação pública), UpToDate (Dental fluorosis), Fejerskov & Kidd – Dental Caries: The disease and its clinical management.

Gabarito: E

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