Na oração “... mas que podem se tornar difíceis ao envelhec...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado:
Tema central: Conjunções coordenativas adversativas – uso, classificação e sentido da conjunção “mas” na construção do texto.
Justificativa da alternativa correta (C):
No trecho analisado, “mas” é usado para ligar duas orações, criando uma relação de oposição entre a ideia de que certas tarefas “parecem simples” e o fato de poderem se tornar difíceis “ao envelhecer”. Conforme ensinado por Cunha & Cintra e Evanildo Bechara, a conjunção mas é coordenativa adversativa, funcionando exclusivamente para estabelecer contraste entre ideias.
Exemplo didático: “Estudei muito, mas ainda assim fiquei nervosa.” A segunda oração se opõe à expectativa gerada pela primeira.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. “Mas” não tem valor aditivo (valor de “e”); indica oposição, nunca soma ou sequência de ideias.
B) Incorreta. “Mas” não explica, apenas contrapõe. Explicações seriam introduzidas por “pois”, “porque”, “que” (quando explicativo).
D) Incorreta. Conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (como “que” ou “se” em “Afirmou que viria”). “Mas” nunca exerce essa função.
E) Incorreta. “Mas” não é subordinativa nem conclusiva. Para conclusão, usam-se “logo”, “portanto”, “pois” (em segunda posição, ex: “Estudou, passou, pois é dedicado”).
Dica para futuras provas: Quando o enunciado pedir o valor semântico de conectivos, leia atentamente as ideias ligadas por eles – contraste = adversativa, soma = aditiva, explicação = explicativa, consequência = conclusiva.
Resumo da regra: De acordo com a norma-padrão (Cunha & Cintra, Bechara), “mas” é a conjunção adversativa típica do português, estando na linha de frente das palavras que opõem ideias.
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