Na oração “... mas que podem se tornar difíceis ao envelhec...

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Q3547641 Português
TEXTO 1

    Levantar-se da cama, tomar banho, se vestir, limpar a casa ou ir ao supermercado parece tarefas simples, mas que podem se tornar difíceis ao envelhecer. O desafio é ainda maior para quem sofre com a sarcopenia.
Isso porque, por suas condições, esses indivíduos acabam tendo baixo nível de mobilidade e atividade física, e baixa ingestão de nutrientes específicos, especialmente proteínas.
    O cantor Agnaldo Rayol morreu nesta segundafeira (04), aos 86 anos, no seu apartamento em São Paulo. De acordo com a família, sua morte ocorreu após uma queda durante a madrugada.
    É preciso destacar que a sarcopenia tem um impacto enorme na qualidade de vida dos idosos. Isso porque o paciente sarcopênico tem mais chance de desenvolver condições agudas, como infecções e traumas. Além disso, há mais risco de instabilizar o controle de doenças crônicas.
    “Como consequência, é maior a chance de hospitalização e incidência de complicações clínicas e cirúrgicas, com maior tempo de internação e mais dificuldades no processo de desospitalização e reabilitação funcional. A sarcopenia é a comorbidade mais frequente em idosos internados por qualquer causa”, ressalta o médico.
    Segundo o especialista, é normal com o envelhecimento que o idoso comece a impor mudanças a sua dieta e se interessar por alimentos fáceis de mastigar e digerir, comumente, os carboidratos. Isso ocorre, muitas vezes, por questões ligadas à dentição, diminuição de enzimas, dificuldades na digestão, desaceleração do ritmo intestinal, entre outras.
(https://www.metropoles.com/saude/agnaldo-rayol-quedaidosos-sarcopenia 04 nov. 2024 https://www.metropoles.com/saude/agnaldo-rayol-queda-idosossarcopeniaAcesso em 04 nov. 2024)
Na oração “... mas que podem se tornar difíceis ao envelhecer.”, o termo destacado:
Alternativas

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Gabarito comentado:

Tema central: Conjunções coordenativas adversativas – uso, classificação e sentido da conjunção “mas” na construção do texto.

Justificativa da alternativa correta (C):

No trecho analisado, “mas” é usado para ligar duas orações, criando uma relação de oposição entre a ideia de que certas tarefas “parecem simples” e o fato de poderem se tornar difíceis “ao envelhecer”. Conforme ensinado por Cunha & Cintra e Evanildo Bechara, a conjunção mas é coordenativa adversativa, funcionando exclusivamente para estabelecer contraste entre ideias.

Exemplo didático: “Estudei muito, mas ainda assim fiquei nervosa.” A segunda oração se opõe à expectativa gerada pela primeira.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. “Mas” não tem valor aditivo (valor de “e”); indica oposição, nunca soma ou sequência de ideias.

B) Incorreta. “Mas” não explica, apenas contrapõe. Explicações seriam introduzidas por “pois”, “porque”, “que” (quando explicativo).

D) Incorreta. Conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (como “que” ou “se” em “Afirmou que viria”). “Mas” nunca exerce essa função.

E) Incorreta. “Mas” não é subordinativa nem conclusiva. Para conclusão, usam-se “logo”, “portanto”, “pois” (em segunda posição, ex: “Estudou, passou, pois é dedicado”).

Dica para futuras provas: Quando o enunciado pedir o valor semântico de conectivos, leia atentamente as ideias ligadas por eles – contraste = adversativa, soma = aditiva, explicação = explicativa, consequência = conclusiva.

Resumo da regra: De acordo com a norma-padrão (Cunha & Cintra, Bechara), “mas” é a conjunção adversativa típica do português, estando na linha de frente das palavras que opõem ideias.

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