(CONCURSO VÁRZEA ALEGRE / 2024) Acerca das cadeias produtiv...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Tema central: cadeias produtivas do milho e do feijão no Brasil — envolve conhecer os principais estados produtores, fluxos de escoamento e mercados (interno e externo). É tema recorrente em provas porque exige leitura de dados agropecuários (IBGE, CONAB, Embrapa) e interpretação de afirmações sobre participação regional e logística.
Resumo teórico rápido: o milho no Brasil é concentrado em estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás (grandes áreas de plantio, alta produtividade). O escoamento para exportação vem cada vez mais pelo chamado Arco Norte (portos do Norte e Nordeste) por oferecer menor custo para grãos destinados à Ásia/Europa. O feijão tem produção distribuída entre várias regiões (safras de inverno/verão) — estados como Paraná, Minas Gerais e Goiás são referências, e as modalidades (carioca, preto, caupi) têm áreas e sistemas produtivos distintos.
Justificativa da alternativa D: Goiás, Paraná e Mato Grosso respondem por grande parcela da produção nacional de milho (próxima a 60% quando somadas as safras e áreas dessas unidades). O Arco Norte (portos do Norte e parte do Nordeste) vem assumindo papel central no escoamento do milho/soja, reduzindo distância para mercados externos — afirmação consistente com relatórios da CONAB e análises logísticas (Embrapa/CONAB).
Análise das alternativas incorretas:
A — falsa: não é verdade que >95% do milho brasileiro é exportado (o Brasil exporta parcela importante, mas a maior parte destina-se ao mercado interno e ao uso animal). Também o Nordeste não é a maior produtora.
B — falsa: a Bahia não é o maior produtor nacional de feijão; os volumes citados (>7 milhões t no triênio) estão muito acima dos valores reais da produção de feijão por estado naquele período. Fontes: IBGE/CONAB.
C — falsa: o feijão caupi (feijão-de-corda) é predominante no Nordeste, sobretudo em área de sequeiro (semiárido), não majoritariamente em áreas irrigadas na Região Norte; a BR-364 não é rota típica de distribuição sul-norte desse grão.
E — falsa: afirmações sobre o Ceará não condizem com os percentuais indicados; o milho não representa 60% da produção agrícola estadual de modo generalizado, e os dados sobre feijão irrigado e participação de 15% também são inconsistentes com estatísticas oficiais.
Dicas de prova: desconfie de percentuais extremos (ex.: >90%), lembre-se de quais estados são os gigantes em grãos (MT, PR, GO) e associe logística (Arco Norte) a exportações recentes. Consulte CONAB e IBGE para datas e números.
Fontes sugeridas: CONAB (Acompanhamento da Safra), IBGE (Produção Agrícola Municipal), Embrapa — consulte relatórios para confirmação numérica.
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