Entre as semanas epidemiológicas 1 e 15 de 2025, foram conf...
Considerando os desafios para confirmação sorológica de casos humanos de febre amarela no Brasil, em 2025, especialmente em áreas com vacinação ativa e co-circulação de flavivírus, assinale a alternativa que apresenta a abordagem laboratorial mais recomendada para confirmar infecção recente por vírus da febre amarela.
Gabarito comentado
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Tema central: Confirmação laboratorial de febre amarela em cenário com vacinação ativa e co-circulação de flavivírus (dengue, zika), onde há reatividade cruzada sorológica. Nessas situações, a confirmação exige teste com alta especificidade.
Alternativa correta: D — PRNT com painel de múltiplos flavivírus. O Plaque Reduction Neutralization Test é o padrão-ouro para confirmar infecção recente por vírus da febre amarela (YFV) quando há IgM positiva ou dúvida diagnóstica, pois mede anticorpos neutralizantes específicos e ajuda a discriminar YFV de dengue, zika, etc. Em indivíduos vacinados, o PRNT, preferencialmente com painel (YFV, DENV 1-4, ZIKV, WNV, SLEV) e, se possível, amostras pareadas (soroconversão ou aumento ≥4 vezes do título), aumenta a acurácia para distinguir infecção natural de resposta vacinal. Recomendado por OMS/OPAS e Ministério da Saúde como teste confirmatório em áreas com co-circulação e alta cobertura vacinal.
Estratégia laboratorial (janela temporal):
- 0–5(7) dias: RT-PCR/NAAT em soro/sangue total (e urina até ~10 dias). Alta sensibilidade na viremia inicial.
- ≥5 dias: IgM (MAC-ELISA). Em cenário de vacinação/flavivírus, confirmar com PRNT.
- Casos graves/fatais: RT-PCR e imuno-histoquímica hepática em tecido, independentemente da IgM.
Por que as outras estão incorretas?
A) “Só IgM por MAC-ELISA”. Inadequado: IgM tem reatividade cruzada significativa entre flavivírus e pode positivar após vacinação. Diretrizes recomendam PRNT confirmatório em áreas de co-circulação (OMS/OPAS; MS).
B) “PCR após o 10º dia no soro”. A viremia do YFV é curta; após o 7º–10º dia, a sensibilidade em soro cai muito. Melhor usar PCR precoce (até 5–7 dias) ou em tecidos/urina quando indicado. Não é a abordagem mais recomendada para confirmar casos tardios.
C) “IHQ hepática apenas se IgM negativo��. A IHQ é útil especialmente em casos graves/fatais, podendo ser feita independentemente do IgM. Restrição “apenas se IgM negativo” é indevida e pode atrasar o diagnóstico.
E) “Testes rápidos IgM/IgG e confirmar só por eles”. Não recomendado: menor acurácia e validação limitada; IgG pode refletir vacinação prévia. Exigem confirmação por PRNT ou NAAT conforme a fase clínica.
Dica de prova: identifique a janela de coleta e a co-circulação de flavivírus. Se houver vacinação e IgM positiva, pense em PRNT com painel como confirmatório.
Referências essenciais: OMS/OPAS – vigilância de febre amarela; Ministério da Saúde (Manual de Vigilância da Febre Amarela); UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine (arboviroses).
Mantenha o raciocínio: janela clínica → teste adequado → confirmação com PRNT em cenários de reatividade cruzada.
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