Analise as afirmativas a seguir:  I. A doença ulcerosa pépti...

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Q2367895 Medicina
Analise as afirmativas a seguir: 
I. A doença ulcerosa péptica permanece como uma das doenças com menor prevalência em todo mundo e algumas de suas complicações, como sangramento e perfuração, são causa sem importância frente à morbimortalidade. 
II. O tratamento cirúrgico, mesmo substituído quase na sua totalidade pelas terapêuticas clínicas, ainda é empregado em número não desprezível de pacientes.
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Alternativa correta: C — A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.

Tema central: Doença ulcerosa péptica (DUP) — epidemiologia, relevância das complicações e papel atual da cirurgia. A DUP decorre de desequilíbrio entre fatores agressivos (ácido, H. pylori, AINEs) e defensivos da mucosa gastroduodenal.

Por que a alternativa C é a correta?

I é falsa: Não é “uma das doenças com menor prevalência” nem suas complicações são “sem importância”. Apesar da redução com IBP e erradicação do H. pylori, a DUP e, principalmente, suas complicações continuam relevantes. Hemorragia digestiva alta por úlcera é uma das emergências gastrointestinais mais comuns, com mortalidade em torno de 5–10%; perfuração tem mortalidade ainda maior, sobretudo em idosos e usuários de AINEs (10–20%). Essas cifras são reiteradas em Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate e diretrizes internacionais (ACG/WGO).

II é verdadeira: Embora o tratamento clínico (IBP, erradicação do H. pylori, suspensão de AINEs) tenha substituído a cirurgia na maioria dos casos, a cirurgia ainda é necessária em número não desprezível, especialmente em complicações: perfuração (ex.: rafia com patch de Graham, via laparoscópica), hemorragia refratária ao tratamento endoscópico, obstrução de saída gástrica e úlcera refratária/suspeita de malignidade. Isso está alinhado a recomendações da ACG e revisões do UpToDate.

Como interpretar na prova: Palavras absolutas como “menor prevalência” e “sem importância” costumam sinalizar erro. Já a ideia de que a cirurgia “ainda é empregada” apesar do avanço clínico reflete a prática real.

Análise das alternativas incorretas

A (ambas verdadeiras): incorreta porque a I é falsa; subestima prevalência e, sobretudo, a morbimortalidade de sangramento e perfuração.

B (I verdadeira, II falsa): incorreta em ambos os pontos. A I contraria dados epidemiológicos e de desfechos; a II está correta pois a indicação cirúrgica persiste nas complicações.

D (ambas falsas): incorreta, pois a II é verdadeira. A cirurgia não desapareceu; apenas deixou de ser primeira linha nos casos não complicados.

Conduta atual (resumo prático): IBP + erradicação do H. pylori (esquemas guiados por resistência local, conforme ACG 2024); evitar AINEs; endoscopia com hemostasia na HDA; cirurgia nas complicações/refratariedade.

Referências úteis: Harrison’s; UpToDate (Peptic ulcer disease; Management of bleeding peptic ulcers); Diretrizes ACG e WGO para H. pylori e HDA.

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A alternativa correta é a C, pois a afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. A doença ulcerosa péptica não é uma das doenças com menor prevalência no mundo. Pelo contrário, é relativamente comum e pode levar a complicações sérias, como sangramento e perfuração, que são importantes causas de morbimortalidade. Portanto, a afirmativa I é falsa. Já a afirmativa II é verdadeira, pois o tratamento cirúrgico, apesar de ter sido em grande parte substituído por terapia clínica (especialmente após a descoberta do papel do Helicobacter pylori e o subsequente desenvolvimento de regimes de tratamento antibiótico eficazes), ainda é utilizado em situações onde a terapia médica não é suficiente ou em casos de emergência, como perfurações ou hemorragia grave. Portanto, um número significativo de pacientes ainda pode requerer intervenção cirúrgica.

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