Analise as afirmativas a seguir: I. A Embolia Pulmonar (EP)...
I. A Embolia Pulmonar (EP) ou Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma doença caracterizada por uma obstrução, parcial ou total, da circulação pulmonar, dessa forma, implicando de forma severa em dois dos órgãos mais importantes do organismo: o coração e o pulmão.
II. A prevenção é determinada pelas necessidades e especificidades de cada paciente, englobando a prática de exercícios físicos e medidas profiláticas mecânicas e farmacológicas em condições de predisposição à doença, como pacientes hospitalizados.
III. Os pacientes com Embolia Pulmonar não possuem muitos sintomas, sendo a dispneia, que começa repentinamente e sem um motivo concebível, o fator que mais insinua a presença da EP, e esses podem estar associados a outras doenças que não necessariamente a ela.
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Tema central: Embolia Pulmonar (EP/TEP) — obstrução do leito arterial pulmonar por trombo, levando a aumento súbito da resistência vascular pulmonar, sobrecarga aguda do ventrículo direito (VD) e hipoxemia. Impacta diretamente coração e pulmão. Referências: Harrison’s, UpToDate, Diretrizes ESC/ERS 2019 (atualizações) e CHEST 2021.
Estratégia na prova: Identifique palavras-chave como dispneia súbita sem causa aparente, taquicardia, dor pleurítica, hemoptise, síncope e fatores de risco (imobilização, cirurgia recente, câncer, TEV prévio). Lembre que os sintomas são inespecíficos, o que exige raciocínio probabilístico.
Alternativa correta: A – Todas as afirmativas estão corretas.
I. Correta. EP é obstrução parcial/total da circulação pulmonar por trombo, podendo causar falência de VD, hipotensão/choque e hipoxemia. Afeta de forma crítica coração (sobrecarga do VD) e pulmões (áreas de ventilação sem perfusão). Fonte: Harrison’s; ESC/ERS.
II. Correta. Prevenção deve ser individualizada: deambulação precoce, meias de compressão, compressão pneumática intermitente e profilaxia farmacológica (HBPM, HNF ou fondaparinux) em hospitalizados de risco, conforme escores (Padua/Caprini) e risco de sangramento. Diretrizes CHEST 2021 e ESC/ERS.
III. Correta. EP frequentemente tem poucos sinais; dispneia súbita é o sintoma mais comum e sugestivo, mas é inespecífico e pode ocorrer em pneumonia, IAM, IC, DPOC, ansiedade. Dor torácica pleurítica, tosse, hemoptise, síncope e taquicardia podem aparecer. UpToDate; Harrison’s.
Por que as demais alternativas estão erradas?
B. Errada porque há pelo menos uma afirmativa correta; na verdade, as três o são.
C. Errada pois não há somente uma; as três afirmativas estão alinhadas às diretrizes.
D. Errada porque não são apenas duas; as três são verdadeiras.
Diagnóstico resumido para a prática: Estime probabilidade clínica (Wells/Genebra). Se baixa/moderada: D-dímero (negativo exclui EP). Se alta probabilidade ou D-dímero positivo: angioTC de tórax. Alternativas: cintilografia V/Q (quando angioTC contraindicada) e Doppler venoso MMII. Em instabilidade, ecocardiograma pode mostrar disfunção de VD. Biomarcadores (troponina/BNP) ajudam na estratificação de risco. ESC/ERS.
Tratamento (visão geral): Anticoagulação é a base (DOACs, HBPM/HNF). Trombólise sistêmica em EP de alto risco (instabilidade hemodinâmica). Considerar em submassivo com disfunção de VD e baixo risco de sangramento. Filtro de veia cava se anticoagulação contraindicada. CHEST 2021; ESC/ERS.
Pegadinha comum: “Dispneia súbita” é forte pista, mas por ser inespecífica, deve ser integrada a probabilidade clínica e aos fatores de risco antes dos exames.
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