Para a purificação de uma proteína pelo método de troca cat...

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Q3330701 Biologia
Para a purificação de uma proteína pelo método de troca catiônica, devemos usar um tampão cujo pH esteja:
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Alternativa correta: B - abaixo do ponto isoelétrico da proteína.

1. Tema central da questão

Esta questão aborda purificação de proteínas utilizando cromatografia de troca catiônica. Esse é um método importante em bioquímica e biotecnologia para separar proteínas com base em suas cargas elétricas, utilizando resinas específicas. Entender o ponto isoelétrico (pI) da proteína e como o pH do tampão afeta a carga das moléculas é fundamental nesse contexto.

2. Resumo teórico

A cromatografia de troca catiônica utiliza uma matriz carregada negativamente que atrai e liga íons positivos (cátions). Uma proteína se comporta como um cátion quando seu pH ambiental está abaixo do seu ponto isoelétrico (pI), pois nesse caso ela possui carga líquida positiva.

O ponto isoelétrico (pI) é o valor de pH no qual a proteína possui carga líquida zero. Se o pH do meio está abaixo do pI, a proteína se protona e adquire carga positiva. Se estiver acima, ela fica carregada negativamente.

Na troca catiônica, queremos que a proteína esteja positivamente carregada para ser retida na coluna.

Referência: Nelson, D.L. & Cox, M.M. Lehninger Princípios de Bioquímica, 8ª ed.

3. Justificativa da alternativa correta

B - abaixo do ponto isoelétrico da proteína: Quando o tampão está com pH abaixo do pI, a proteína fica positiva, ou seja, como um cátion, permitindo que seja retida pela matriz negativa da coluna de troca catiônica. Isso é essencial para o método funcionar corretamente.

4. Análise das alternativas incorretas

A - acima do ponto isoelétrico da proteína: Se o pH estiver acima do pI, a proteína fica com carga negativa (ânion) e não será retida por uma coluna de troca catiônica, mas sim de troca aniônica.

C - igual ao ponto isoelétrico da proteína: Nesse pH, a proteína está sem carga líquida, então não será retida por nenhuma coluna baseada em carga.

D - abaixo de pH 7: Este valor é relativo, pois o pI das proteínas pode ser menor, igual ou maior que 7. O importante é a relação entre o pH e o pI da proteína, não o número absoluto.

E - acima de pH 7: Assim como a anterior, pode não fazer sentido dependendo do pI da proteína estudada.

5. Estratégia de interpretação

Leia atentamente o enunciado e identifique a relação entre pH, carga da proteína e tipo de cromatografia. Evite cair em “pegadinhas” relacionadas a valores fixos de pH (como 7), pois o ponto isoelétrico varia para cada proteína!

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