Alguns pacientes podem desenvolver alterações no padrão de c...
Gabarito comentado
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Tema central: cicatrização anômala — cicatriz hipertrófica versus queloide. Ambas são fibroproliferações com hipervascularização e hipercelularidade, porém diferem no tempo de aparecimento, limites da lesão e evolução.
Gabarito: B
Justificativa da alternativa correta (B): Os queloides tipicamente aparecem meses após a lesão, ultrapassam os limites da ferida original e raramente regridem. Há risco elevado de recidiva após excisão isolada. Esses pontos são clássicos em dermatologia e cirurgia plástica. Referências: UpToDate (Keloids and hypertrophic scars, 2024); Fitzpatrick’s Dermatology; Robbins Basic Pathology.
Como diferenciar na prática:
- Limites: hipertrófica fica contida na ferida; queloide cresce além das bordas.
- Tempo: hipertrófica surge semanas após trauma; queloide pode surgir meses depois.
- Evolução: hipertrófica tende a regredir; queloide raramente diminui.
- Colágeno: excesso de tipos I e III (queloide desorganizado/hialinizado), não tipo II.
Análise das alternativas incorretas:
A — A descrição combina “surgem rapidamente” e “sem regressão” com “estender-se até as margens”. O problema: cicatriz hipertrófica não ultrapassa os limites da ferida e frequentemente regride em meses. Ausência de regressão e expansão além da ferida caracterizam queloide, não hipertrófica.
C — Não são “tumores benignos” neoplásicos, mas distúrbios fibroproliferativos. Cirurgia não é obrigatória e, isolada, tem alta recidiva em queloides. Conduta recomendada: medidas conservadoras como silicone, compressão e corticosteroide intralesional (p.ex., triancinolona). Para queloides selecionados: cirurgia apenas com terapias adjuvantes (corticoide, 5-FU, radioterapia superficial). Fontes: UpToDate; diretrizes da American Academy of Dermatology.
D — O erro é o tipo de colágeno. O espessamento protuberante decorre de colágeno tipo I e III. Tipo II é típico de cartilagem, não de pele. Assim, a base fisiopatológica está incorreta, apesar de reconhecerem a protuberância.
Dica de prova: memorize o trio do queloide — meses para surgir, além dos limites, não regride. Se a questão falar em “dentro da ferida” e “regressão”, pense em hipertrófica.
Bônus terapêutico (para contextualizar): Hipertróficas respondem bem a silicone, pressão e corticosteroide intralesional. Queloides exigem abordagem combinada; evite cirurgia isolada pela alta recidiva. Referências: UpToDate; Fitzpatrick’s; Robbins.
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