Paciente portador de doença sistêmica severa, a qual limita ...

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Q3457053 Odontologia
Paciente portador de doença sistêmica severa, a qual limita suas atividades, geralmente exige algumas modificações no plano de tratamento e o tratamento odontológico não está contraindicado. Qual a classificação ASA?  
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Gabarito: D — ASA III

Tema central: Classificação Física da ASA (American Society of Anesthesiologists), usada para estratificar risco em procedimentos, inclusive odontológicos. Ela correlaciona gravidade da doença sistêmica e limitação funcional com a conduta clínica.

Por que ASA III é a correta? A descrição aponta para doença sistêmica severa que limita atividades, exigindo modificações no plano, porém o tratamento não está contraindicado. Isso corresponde exatamente à definição de ASA III. Exemplos típicos: HAS descontrolada moderada, DM mal controlado, DPOC moderada, angina estável, IAM/AVE prévio com limitação funcional, IRC em diálise. Em geral, fazem consultas curtas, controle de estresse, monitorização básica e possível ajuste de anestésicos/vasoconstritores.

Análise das alternativas incorretas

A — ASA II: Doença leve a moderada sem limitação funcional (ex.: HAS bem controlada, DM controlado, gestante saudável, tabagista). O enunciado destaca limitação de atividades, o que afasta ASA II.

B — ASA IV: Doença sistêmica severa com ameaça constante à vida (ex.: angina instável, IAM/AVE < 3 meses, ICC descompensada, sepse). Em ASA IV, procedimentos eletivos costumam ser adiados/contraindicados ou realizados em ambiente hospitalar, o que não condiz com “tratamento não contraindicado”.

C — ASA I: Paciente saudável, sem doença sistêmica. Incompatível com “doença sistêmica severa”.

Estratégia para provas: Busque palavras-guia: - “severa” + “limita atividades” → ASA III; - “leve/sem limitação” → ASA II; - “ameaça constante à vida/instável” → ASA IV. A expressão “tratamento não contraindicado” ajuda a afastar ASA IV.

Conduta odontológica prática no ASA III: agendar no melhor horário do paciente, consultas curtas, controle de ansiedade, analgesia adequada, monitorização de pressão/oxigenação quando pertinente, avaliação médica prévia quando houver descompensações recentes e planejamento de hemostasia quando necessário. Essas medidas reduzem intercorrências.

Referências essenciais: ASA Physical Status Classification System (American Society of Anesthesiologists, 2020–2024); Little & Falace’s Dental Management of the Medically Compromised Patient, 9ª ed.; UpToDate: Perioperative risk assessment and ASA classification.

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Seis níveis de saúde são estabelecidos na classificação ASA:

  • Paciente ASA I: Com saúde
  • Paciente ASA II: Com doença ou alteração sistêmica leve ou moderada. Sem limitação de função
  • Paciente ASA III: com doença sistêmica grave, não incapacitante, mas que limita certas atividades
  • Paciente ASA IV: Com doença sistêmica grave, que é uma constante ameaça de vida
  • Paciente ASA V: Moribundo, com expectativa de vida de 24 horas com ou sem cirurgia
  • Paciente ASA VI: Com morte encefálica declarada. Potencial doador de órgãos

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