No primeiro período do segundo parágrafo, o elemento de co...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4443515 Português
    A escrita (enquanto manifestação formal do letramento), em sua faceta institucional, é adquirida em contextos formais: na escola. Daí também seu caráter mais prestigioso como bem cultural desejável. Daí também o fato de uma certa identificação entre alfabetização e escolarização, o que não passa de um equívoco, pois houve situações históricas, tal como o caso da Suécia, em que a alfabetização se deu desvinculada da escolarização. 

    Quanto à presença da escrita, pode-se dizer que, mesmo criada pelo engenho humano tardiamente em relação ao surgimento da oralidade, ela permeia hoje quase todas as práticas sociais dos povos em que penetrou. Até mesmo os analfabetos, em sociedades com escrita, estão sob a influência do que contemporaneamente se convencionou chamar de práticas de letramento, isto é, um tipo de processo histórico e social que não se confunde com a realidade representada pela alfabetização regular e institucional lembrada há pouco. Deve-se ter imenso cuidado diante da tendência à escolarização do letramento, mal crônico decorrente da suposição de que só existe um letramento. O letramento não é o equivalente à aquisição da escrita. Existem "letramentos sociais" que surgem e se desenvolvem à margem da escola. 

    A escrita é usada em contextos sociais básicos da vida cotidiana, em paralelo direto com a oralidade. Esses contextos são, entre outros: o trabalho, a escola, o dia a dia, a vida burocrática. 

    Em cada um desses contextos, as ênfases e os objetivos do uso da escrita são variados e diversos. Inevitáveis relações entre escrita e contexto devem existir, fazendo surgir gêneros textuais e formas comunicativas, bem como terminologias e expressões típicas. Seria interessante que a escola soubesse algo mais sobre essa questão para enfrentar sua tarefa com maior preparo e maleabilidade, servindo até mesmo de orientação na seleção de textos e definição de níveis de linguagem a trabalhar. 

Luiz Antônio Marcuschi. Da fala para a escrita: atividades de retextualização.
10.ª ed. São Paulo: Cortez, 2010, p. 19 (com adaptações).



A partir do texto apresentado, julgue o item subsequente. 
No primeiro período do segundo parágrafo, o elemento de coesão "ela" poderia ser substituído por "esta" sem prejuízo semântico ou sintático, pois não comprometeria a ideia de que praticamente todos os povos desenvolveram um tipo de escrita, ainda que tardiamente. 
Alternativas