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Q3457044 Odontologia
Esta condição inflamatória geralmente aparece quando há grande destruição coronária com exposição da polpa onde já não há mais a presença do teto dentinário. O dente pode ser assintomático ou leve sensação de pressão durante a mastigação. De qual condição pulpar inflamatória são essas características? 
Alternativas

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Tema central: condição inflamatória pulpar com grande destruição coronária, exposição da polpa sem teto dentinário e pouca dor. O quadro clássico é a Pulpite Hiperplásica Crônica (pólipo pulpar).

Justificativa da alternativa correta (C): Na ausência do teto dentinário, há drenagem contínua do exsudato inflamatório, impedindo aumento de pressão intrapulpar e, por isso, o dente pode ser assintomático ou apresentar apenas leve desconforto à mastigação por trauma do tecido hiperplásico. O tecido de granulação prolifera para a cavidade oral formando um “pólipo” vermelho, facilmente sangrante. Ocorre com maior frequência em jovens, que possuem polpa bem vascularizada e ampla resposta proliferativa. Referências: Cohen’s Pathways of the Pulp; Ingle’s Endodontics; Siqueira & Lopes – Endodontia; AAE Diagnostic Terminology.

Como reconhecer na prova (estratégia): Palavras-chave: grande cavidade aberta + exposição pulpar + pouca dor/pressão à mastigação → pense em pólipo pulpar. A ausência do teto dentinário indica dreno natural, explicando a escassez de dor.

Diagnóstico clínico essencial: inspeção revela tecido vermelho, lobulado ocupando a cavidade; sangra ao toque; testes de sensibilidade geralmente positivos (tecido vital); radiografia sem alterações periapicais iniciais. Diferenciar de hiperplasia gengival intrabucal verificando a continuidade com a câmara pulpar.

Conduta resumida: Se o dente for restaurável, tratamento endodôntico e restauração definitiva. Em dentes imaturos selecionados, pode-se considerar terapia pulpar vital (pulpotomia/apexogênese) se a inflamação estiver limitada; se irrestaurável, exodontia. (AAE, Cohen’s)

Análise das alternativas incorretas:

A – Pulpite Reversível: Dor breve a frio/doce, sem dor espontânea, geralmente com teto dentinário presente e sem exposição pulpar. Regride com remoção do estímulo e selamento. Não explica tecido hiperplásico visível.

B – Necrose Pulpar: Polpa não vital, ausência de resposta a testes, possível descoloração e sinais periapicais; não há tecido proliferativo sangrante. Pode ser assintomática, mas o achado descrito indica tecido vital hiperplásico, incompatível com necrose.

D – Pulpite Irreversível: Dor espontânea, prolongada ao frio/calor, piora noturna; não requer grande perda coronária e não costuma haver dreno livre. O padrão clínico doloroso não condiz com quadro pouco sintomático com pólipo.

Pegadinha comum: confundir “pouca dor” com necrose. Aqui há exposição com tecido vital e cavidade aberta, típico de pulpite hiperplásica, não de necrose.

Referências de apoio: Cohen’s Pathways of the Pulp (12ª ed.); Ingle’s Endodontics; Siqueira & Lopes – Endodontia; American Association of Endodontists – Diagnostic Terminology.

Gabarito: C) Pulpite Hiperplásica Crônica.

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