A situação apresentada no último parágrafo pode ser assi...
Todos os 14 Ciejas de São Paulo reservam um dia para os professores fazerem planejamento. Êda, a diretora do Cieja Campo Limpo, usa as sextas-feiras para discutir casos específicos dos alunos e para formar os educadores na filosofia da escola. Neste dia, não há aula. “É um trabalho de formiguinha”, diz a diretora. Vários professores não se adaptaram e pediram transferência. “Tem gente que não acredita em um ensino que não impõe autoridade. Nós acreditamos”, afirma Cristina.
Num dos dias em que a Folha visitou a escola, um morador da mesma rua apareceu em frente à entrada, com um carrinho de sucata com o pneu furado, perguntando: “Cadê a dona Êda? Preciso de ajuda para arrumar meu pneu”. A naturalidade do pedido mostra como a integração com a comunidade funciona.
(http://arte.folha.uol.com.br. 30.11.2014. Adaptado)
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Tema central: Interpretação de Texto
A questão exige compreensão das informações explícitas e identificação do sentido central do episódio narrado no último parágrafo do texto. É fundamental perceber o contexto real, sem perder-se em detalhes ambíguos ou distorções, mantendo foco na coesão e coerência textual — conceitos amplamente recomendados por autores como Evanildo Bechara.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B reproduz de forma fiel o sentido do trecho: “um morador da comunidade, vendo seu carrinho precisando de reparo, vai ao Cieja para que a diretora Êda o ajude.” O texto destaca a proximidade da escola com a comunidade e descreve exatamente essa situação: o morador procura a ajuda de uma pessoa específica (dona Êda) ao enfrentar um problema comum, evidenciando integração e acolhimento. O verbo “preciso de ajuda para arrumar meu pneu” é objetivo e não dá margem a outras interpretações.
Estratégia de resolução: Identificar quem é o sujeito (“um morador da mesma rua”), qual a motivação (ajuda para reparar o carrinho) e qual o local/protagonista procurado (a diretora Êda no Cieja).
Análise das alternativas incorretas:
A) Sugere que o pedido é por um carrinho para vender sucata, mas o morador pede ajuda para arrumar um carrinho (interpretação imprecisa).
C) Apresenta “morador de rua”, termo inadequado ao texto, que enfatiza “morador da mesma rua”, mostrando relação comunitária, não situação de vulnerabilidade.
D) Fala em “deixar o carrinho” na escola, distorcendo o sentido: não há intenção de abandono, e sim pedido de reparo.
E) Repete “morador de rua” e insinua que o carrinho foi “achado”, fugindo da ideia de posse e contexto comunitário.
Orientação para provas: Sempre retome o trecho solicitado; observe o uso preciso de pronomes e expressões. Cuidado com mudanças sutis de sujeito, generalizações e termos alterados em alternativas.
Dominar estratégias de interpretação, como procurar o sujeito, verbo e seu complemento, e avaliar coerência entre alternativa e texto, é fundamental em provas de concursos, especialmente para cargos de segurança pública.
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Comentários
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Letra B
Achei meio confusa essa questão, pois a letra b esta declarando que um morador da comunidade, vendo seu carrinho precisando de reparo. Que tipo de reparo, pode ser pintura, reforma entre outras, o certo seria ajuda para arrumar o pneu e não para arrumar o reparo. Na minha opnião quem fez essa questão se atrapalhou numa resposta conclusiva.
Está errada porque fala morador DE rua.
No caso em tela, o texto apenas fala que o morador é da mesma rua e não um morador DE rua.
Não concordo com vc, Edson. Um pneu furado não deixa de ser um reparo. O T. Luca teve a mesma opinião q eu na hora de decidir por uma das alternativas.
A questão não apresenta alternativa correta.
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