Criança de 6 anos, morador de um bairro na periferia da cida...
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Tema central: Parasitoses intestinais na infância, especialmente a tricuríase, são extremamente prevalentes em áreas de condições sanitárias precárias. O quadro clínico apresentado — eliminação de vermes pequenos e brancos, diarreia, dor abdominal, apatia e, principalmente, prolapso retal — direciona fortemente ao diagnóstico de tricuríase (Trichuris trichiura), parasitose associada a infecções maciças sobretudo em crianças.
Justificativa da alternativa correta (A): O prolapso retal é uma manifestação clássica em casos graves de tricuríase, conforme descrito no Manual de Condutas em Parasitologia Clínica do Ministério da Saúde: “Em crianças de baixa idade, com cargas parasitárias elevadas, pode ocorrer prolapso retal.” O tratamento preconizado é feito com mebendazol (100 mg, 2x/dia por três dias), reconhecido tanto pelo Ministério da Saúde quanto por referências como Harrison’s Principles of Internal Medicine. Portanto, a alternativa A está correta ao associar o agente etiológico e o fármaco de primeira escolha.
Análise das alternativas incorretas:
B) Ascaris lumbricoides – Albendazol: Embora o albendazol seja indicado para ascaridíase, o quadro clínico de prolapso retal não é habitual dessa helmintíase. Normalmente, Ascaris está associado a quadros de obstrução intestinal, não destacando esses sinais específicos.
C) Strongyloides stercoralis – Tiabendazol: A estrongiloidíase tende a gerar diarreia crônica, dor abdominal e manifestações cutâneas, não prolapso retal. O tratamento atual, inclusive, recomenda ivermectina como droga de escolha, e não tiabendazol.
D) Enterobius vermicularis – Pamoato de Pirantel: A enterobíase, apesar de também cursar com prurido anal e eliminação de vermes pequenos, raramente causa prolapso retal e não gera quadros tão exuberantes de dor abdominal ou apatia como na tricuríase.
Estratégia para provas: Em questões sobre parasitoses, busque sempre os sintomas chamativos (aqui, o prolapso retal). Detalhes do ciclo do parasita e apresentação clínica ajudam a evitar pegadinhas, como confundir E. vermicularis com T. trichiura apenas pelo aspecto do verme.
Referências confiáveis: Manual de Condutas em Parasitologia Clínica – Ministério da Saúde (Tricuríase), Harrison’s, UpToDate.
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