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Q1875182 Medicina
Criança de 11 meses foi atendida na emergência pediátrica com queixa de febre (temperatura axilar 38,5 °C) há dois dias. Apresentava bom estado geral, interagindo com o examinador, sem achados relevantes na anamnese e exame físico. Seu cartão vacinal estava em dia. Foi então prescrito antitérmico, família orientada com recomendação de vigilância domiciliar, e retorno em caso de sinais de gravidade ou piora. Essa conduta deve ser considerada:
Alternativas

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Tema central: Abordagem da criança febril sem sinais de gravidade. Para questões de clínica pediátrica em concursos, é fundamental reconhecer que nem toda febre exige exames complementares imediatos ou abordagem hospitalar – especialmente acima de 3 meses de idade.

Justificativa para a alternativa correta (D):
A conduta de prescrever antitérmico, orientar vigilância domiciliar e recomendar o retorno frente a sinais de gravidade é adequada para crianças com mais de 3 meses, bom estado geral e sem sinais de alarme. Como destaca a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP): “A avaliação da criança febril deve priorizar parâmetros clínicos como: nível de consciência, padrão respiratório, perfusão periférica, estado de hidratação e aceitação alimentar”. Na ausência de alterações clínicas relevantes, a abordagem deve ser expectante. A literatura reforça que nessas situações, a febre costuma ser viral e autolimitada (SBP, Manejo da Febre Aguda).

Análise das alternativas incorretas:

A) Inadequada em função do grupo etário da criança: Incorreta. Segundo as diretrizes da SBP, a necessidade de investigação mais ampla se restringe a crianças menores de 3 meses ou à presença de sinais de gravidade, o que não é o caso apresentado.

B) Adequada em função do estado vacinal da criança: Incorreta. Estar com o cartão vacinal em dia não muda a abordagem se os achados clínicos não sugerem gravidade. A avaliação é centrada no quadro clínico e não apenas no histórico vacinal.

C) Inadequada em função da necessidade de avaliação laboratorial: Incorreta. A avaliação laboratorial só se faz necessária na presença de sinais de gravidade, alteração comportamental ou se o quadro febril persistir sem melhora significativa. Exames não são obrigatórios em todos os casos de febre sem foco evidente quando o exame físico é normal.

Estratégias para provas: Atenção a termos como “bom estado geral”, “sem sinais de gravidade” e idade acima de 3 meses – esses são pontos-chave que apontam para conduta expectante! Evite armadilhas que focam em exames desnecessários ou em critérios não aplicáveis na situação apresentada, e lembre-se de basear sua decisão no quadro clínico atual da criança.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D. A conduta prescrita pelo médico foi adequada, considerando a anamnese e o exame físico da criança que apresentava febre há dois dias, mas sem sinais de gravidade ou achados relevantes no exame. A prescrição de antitérmico e a orientação da família para vigilância domiciliar são indicadas para casos de febre sem sinais de gravidade em crianças com bom estado geral. Não há necessidade de avaliação laboratorial na criança febril sem foco evidente, se a anamnese e o exame físico não sugerem uma causa específica da febre. Portanto, a conduta prescrita foi apropriada para o caso em questão.

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