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Q2886680 Medicina

Texto para as questões 77 e 78

Um paciente com treze anos de idade queixou-se de fadiga, febre e dor em membros. Ao exame, observaram-se gânglios cervicais, supraclaviculares e inguinais. Raio X do tórax revelou massa em mediastino anterior. O resultado da leucometria foi de 85.000/mm3, com 75% de células blásticas. Aspirado de medula óssea mostrou 80% de células blásticas com os seguintes marcadores pela imunofenotipagem: marcadores positivos: TdT, CD3, CD7, CD2, CD1a; marcadores negativos: CD79a, CD117, CD13, CD33, CD10, HLA-DR, CD19, CD22.

Ainda em relação a esse caso clínico, assinale a opção que descreve os cuidados que o paciente em questão deve receber.

Alternativas

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Vamos revisar o caso clínico apresentado. O paciente, um adolescente de 13 anos, apresenta sintomas e achados laboratoriais sugestivos de leucemia linfoblástica aguda (LLA) de linhagem T, evidenciada pela presença de marcadores como TdT, CD3, CD7, CD2 e CD1a. Este contexto requer uma abordagem cuidadosa devido ao risco de complicações como a síndrome de lise tumoral.

Alternativa Correta: D

A opção D, que recomenda a profilaxia para síndrome de lise tumoral com hidratação vigorosa, alopurinol, hidratação sem potássio e monitorização, é a mais apropriada. Na LLA, especialmente com alta contagem leucocitária, a síndrome de lise tumoral é uma preocupação significativa. A profilaxia envolve uma hidratação adequada para promover a excreção renal e o uso de alopurinol para reduzir os níveis de ácido úrico. A monitorização cuidadosa é essencial para prevenir complicações como insuficiência renal.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa A sugere hidratação restrita devido ao risco de hipervolemia e hiperviscosidade. No entanto, a restrição hídrica não é indicada aqui, pois a hidratação agressiva é crucial para prevenir a síndrome de lise tumoral.

Alternativa B propõe a colocação imediata de cateter para hemodiálise antes da quimioterapia, o que não é necessário a menos que haja insuficiência renal ou distúrbios metabólicos refratários.

Alternativa C menciona a monitorização cardíaca e renal com início de diálise em caso de síndrome de lise tumoral, mas omite a profilaxia necessária para prevenir a síndrome, o que é crítico nesta situação.

Alternativa E recomenda iniciar quimioterapia imediatamente, mas isso, sem a profilaxia, pode exacerbar a síndrome de lise tumoral, tornando a abordagem inicial inadequada.

Em resumo, para um paciente pediátrico com LLA de linhagem T e alta contagem leucocitária, a profilaxia para síndrome de lise tumoral é de suma importância para evitar complicações metabólicas graves. É essencial seguir diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SBOC) e referências como o UpToDate para guiar o manejo.

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