Paciente do sexo masculino, 37 anos, apresenta aumento de v...
Considerando os achados clínico-radiográficos e a necessidade de um diagnóstico mais preciso para planejamento cirúrgico, qual é a conduta mais adequada em relação ao exame de imagem complementar:
Gabarito comentado
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Tema central: seleção do melhor exame de imagem complementar para lesão intraóssea mandibular com expansão cortical, reabsorção radicular e parestesia — sinais que exigem delimitação tridimensional e avaliação da relação com o canal mandibular para planejamento cirúrgico seguro.
Gabarito: D — Tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC)
Justificativa: A TCFC oferece alta resolução espacial do tecido ósseo com voxels isotrópicos finos, permitindo identificar expansão/perfuração cortical, reabsorções, e sobretudo o envolvimento do canal mandibular (proximidade/deslocamento), fundamentais para definir via de acesso, risco neurossensorial e necessidade de descompressão ou enucleação/curetagem ampliada. Tem menor dose de radiação e custo em comparação à TC multislice para o segmento dentoalveolar. Diretrizes AAOMR e SEDENTEXCT recomendam TCFC como exame de escolha para planejamento de lesões odontogênicas intraósseas e avaliação tridimensional do complexo dento-maxilofacial.
Análise das alternativas incorretas
A) Ressonância magnética (RM): Excelente para tecidos moles e para diferenciar conteúdo cístico vs sólido, mas tem baixa acurácia para detalhes cortical/ósseos e relação fina com o canal mandibular quando comparada à TCFC. É exame complementar se houver suspeita de extensão em partes moles. Não é o primeiro passo para lesão predominantemente intraóssea na mandíbula. (ACR Appropriateness Criteria; UpToDate)
B) TC multislice (TCMS): Possui melhor resolução de contraste e utilidade quando há necessidade de avaliação ampla de tecidos moles; entretanto, para o segmento dentoalveolar, a TCFC proporciona maior resolução espacial para osso fino, com menor dose. “Microcalcificações” não são a questão principal aqui e “lesões infiltrativas” ósseas locais não exigem, a priori, TCMS. (AAOMR/SEDENTEXCT)
C) Repetir panorâmica em 30 dias: Inadequado. Há parestesia (sinal de alerta de possível comprometimento neural) e progressão clínica em 3 meses. A panorâmica é 2D, sofre sobreposição e não guia o planejamento cirúrgico com segurança. Atrasaria diagnóstico e conduta.
E) Biópsia direta sem nova imagem: A biópsia incisional provavelmente será necessária, porém antes deve-se realizar imagem 3D para mapear canal mandibular e corticais, reduzindo risco de lesão neurossensorial e complicações. A panorâmica isolada não é base suficiente para intervenção.
Estratégia de prova: - Pense no “tecido-alvo”: osso fino e relação com canal → TCFC; partes moles/conteúdo → RM. - Sinais de agressividade/risco neurológico (parestesia, reabsorção radicular, expansão) pedem 3D imediato, não controle 2D.
Referências: AAOMR Position Statements on CBCT (2013/2019); European SEDENTEXCT Guidelines; ACR Appropriateness Criteria – Nontraumatic Mandibular Lesions; UpToDate – Evaluation of jaw lesions.
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Comentários
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Letra D
Aaaah e os sinais flogísticos sao as manifestações clássicas de um processo inflamatório, resultantes de uma lesão ou infecção e que indicam a presença de inflamação aguda no organismo.
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