Com relação aos planos de desenvolvimento editados a partir ...
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (43)
- Comentários (3)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Vamos analisar a questão sobre os planos de desenvolvimento do Brasil a partir da segunda metade do século XX. O conhecimento sobre a evolução dos planos econômicos é essencial para entender como as políticas públicas moldaram a economia ao longo dos anos.
Tema Central: A questão aborda os diferentes planos econômicos do Brasil, destacando suas características e impactos. O foco está em identificar qual afirmação sobre esses planos é correta, requerendo um entendimento das reformas e estratégias implementadas ao longo do tempo.
Resumo Teórico: Após a Segunda Guerra Mundial, diversos países, incluindo o Brasil, implementaram planos de desenvolvimento econômico para estimular o crescimento e modernizar suas economias. Esses planos incluíram reformas institucionais, ajustes fiscais e políticas industriais. Compreender as sucessivas mudanças e ajustes nesses planos é crucial para qualquer analista econômico.
Alternativa Correta: B - O Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), iniciado em 1964, foi crucial para enfrentar problemas econômicos do Brasil. Ele implementou reformas que incluíram a contenção da inflação por meio de medidas fiscais e monetárias, reformas no sistema tributário e a criação de uma nova lei do inquilinato. Essas reformas ajudaram a estabilizar a economia e criar um ambiente mais favorável ao investimento.
Análise das Alternativas Incorretas:
Alternativa A: Esta afirmação está incorreta porque o PAEG não foi concebido como uma estratégia de financiamento de longo prazo, mas sim como um plano de estabilização focado na contenção da inflação e reorganização fiscal e monetária.
Alternativa C: Delfin Neto, ao assumir em 1979, adotou sim medidas de controle econômico que incluíam esforços para controlar as taxas de juros e expandir o crédito agrícola, o que contraria a afirmação dada.
Alternativa D: O Plano de Metas, implementado durante o governo Kubitschek, focou em investimentos em infraestrutura e industrialização, e não nas reformas tributária, monetária e da política externa.
Alternativa E: O II PND não focou somente em bens de consumo duráveis, mas também em infraestrutura e indústria pesada. A afirmação simplifica e distorce o enfoque do plano.
Entender esses planos e suas implicações nos leva a uma apreciação mais profunda dos desafios e soluções encontradas ao longo da história econômica do Brasil. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Alguns problemas associados à inflação que levaram à crença na eficiência da correção monetária:
- Inflação mais Lei de Usura (limite à taxa de juros) desestimulava a poupança (no sistema financeiro)
- A lei do inquilinato, inflexível, desestimulava a aquisição de imóveis e, portanto, a construção
- “Desordem tributária” – tributação de lucros corroídos pela inflação ou estímulo ao atraso nos pagamentos
PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG)
Marcos Emílio Ekman Faber
O Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) foi o primeiro plano econômico do governo brasileiro após o Golpe Civil-Militar de 1964. Criado em meio a uma ditadura, o plano não tinha por interesse favorecer as classes baixas da sociedade brasileira, já que elas estavam impedidas de protestar contra qualquer medida governamental.
Com isso, o PAEG nasceu com o objetivo de atender a cinco focos principais:
- Combater a inflação (que, em 1964, era muito alta);
- Aumentar os investimentos estatais (principalmente em infraestrutura);
- Reformar o Sistema Financeiro Nacional;
- Diminuir as desigualdades regionais (Norte-Sul);
- Atrair investimentos externos.
a) O Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG) era uma alternativa à dicotomia de ajustamento ou financiamento, centrando-se como estratégia de financiamento e que promoveu uma estrutura de oferta de longo prazo.
FALSO - a dicotomia ajustamento vs financiamento foi o dilema no governo Geisel, mais precisamente no II PND (fase final do regime militar), quando se optou pelo financiamento externo. Essa opção resultou em grande endividamento, porém com manutenção do crescimento, face ao segundo choque do petróleo, no que se convencionou chamar de "Crescimento em Marcha Forçada". Esse endividamento via financiamento e reciclagem de petrodólares foi a base para a expansão da cadeia produtiva de bens de capital no Brasil, que amadureceu desde então até a década de 80, ocasionando melhora na oferta interna de bens que o país necessitava importar.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo