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Q3546409 Medicina
A tuberculose é uma doença infecciosa grave causada pelo Mycobacterium tuberculosis, exigindo um regime terapêutico específico e prolongado. Um paciente de 30 anos, sem histórico de tuberculose ou tratamento prévio, é diagnosticado com tuberculose pulmonar ativa com base em resultados positivos de baciloscopia e cultura. A análise de sensibilidade aos medicamentos está pendente. De acordo com as diretrizes atuais, qual é o regime de tratamento inicial mais apropriado para este paciente?
Alternativas

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Tema central: tratamento inicial da tuberculose pulmonar em caso novo com baciloscopia/cultura positivas e sensibilidade ainda pendente. A decisão deve cobrir resistência inicial não detectada e garantir alta eficácia bactericida e esterilizante.

Alternativa correta: BRegime de quatro drogas por 2 meses (isoniazida-H, rifampicina-R, pirazinamida-Z, etambutol-E) seguido de 4 meses com H+R (total 6 meses). Esse é o esquema padrão para casos novos de TB pulmonar sensível, indicado para iniciar antes do resultado de sensibilidade, mantendo o etambutol até confirmar suscetibilidade à H e R. Proporciona rápida queda de carga bacilar (bactericida: R, H; esterilizante: R, Z) e previne resistência.

Por que é o mais apropriado? Diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil (Manual de Recomendações, edições recentes), OMS e UpToDate/Harrison’s recomendam 2RHZE/4RH como esquema de primeira linha para adultos com TB pulmonar, sem tratamento prévio, enquanto a testagem de sensibilidade não está disponível. O etambutol protege contra monoterapia funcional caso haja resistência a H.

Análise das alternativas incorretas

A) H+R por 6 meses: insuficiente na fase inicial. Falta Z (esterilizante) e E (barreira à resistência). Aumenta risco de falha/recidiva e seleção de resistência. H+R é apenas a fase de continuação do esquema padrão.

C) H+R+E+moxifloxacino por 9 meses: fluoroquinolona (moxifloxacino) não faz parte do regime inicial em TB sensível; é reservada para MDR-TB ou intolerâncias específicas. Prolongar para 9 meses sem indicação aumenta toxicidade e risco de resistência às quinolonas. Não é preconizado por OMS/MS para casos novos sensíveis.

D) H+R+estreptomicina por 6 meses: omite Z e E. A estreptomicina deixou de ser componente de primeira linha na TB pulmonar por toxicidade (oto/nefrotoxicidade) e menor benefício. Esquema de 3 drogas por 6 meses é subótimo.

E) H+E por 9 meses, sem R: rifampicina é o pilar do tratamento. Esquemas sem R são menos eficazes e tradicionalmente exigem >12 meses; H+E por 9 meses é inadequado e com maior risco de falha/recidiva.

Dica de prova: identifique os termos “caso novo” e “sensibilidade pendente” → iniciar com quatro drogas (RHZE). Cuidado com “meias doses” (apenas H+R) ou inclusão de fármacos não recomendados (estreptomicina/fluoroquinolona) no caso sensível.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose (Brasil); WHO consolidated guidelines on TB treatment; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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