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Q3546407 Medicina
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição que pode levar a complicações graves, como a embolia pulmonar. Um paciente de 55 anos, sem histórico prévio de eventos tromboembólicos, apresenta um quadro clínico e exames de imagem compatíveis com TVP na perna esquerda. Não há sinais clínicos de embolia pulmonar, e o paciente não apresenta contraindicações a anticoagulantes. Com base nas diretrizes atuais para o manejo da TVP, qual das seguintes opções é a mais adequada para o tratamento inicial deste paciente? 
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Tema central: Manejo inicial da trombose venosa profunda (TVP) em adulto hemodinamicamente estável, sem contraindicações à anticoagulação. As diretrizes atuais recomendam anticoagulantes orais diretos (DOACs) como primeira escolha.

Gabarito (correta): C – Prescrever um DOAC, como rivaroxabana, sem necessidade de heparina prévia. Rivaroxabana e apixabana têm esquemas com dose de ataque oral que permitem início imediato (ex.: rivaroxabana 15 mg 12/12 h por 21 dias, depois 20 mg/dia). Evidências e diretrizes (ACCP/CHEST 2021; ASH 2020; ESC 2021) preferem DOACs a varfarina pela eficácia semelhante, menor risco de sangramento maior e praticidade (sem ponte, sem monitorização rotineira). UpToDate e Harrison’s corroboram essa conduta.

Estratégia de prova: Identifique: primeiro episódio de TVP, sem EP, sem contraindicações → candidato ideal a DOAC. Lembre a “pegadinha”: só rivaroxabana e apixabana iniciam sem heparina; dabigatrana e edoxabana exigem 5–10 dias de heparina prévia.

Por que as demais estão incorretas?

  • A. Varfarina desde o 1º dia sem ponte é inadequado: início lento e fase de hipercoagulabilidade por queda precoce de proteína C. Diretrizes exigem ponte com heparina por ≥5 dias e INR terapêutico (2–3) por 24 h antes de suspender a heparina (CHEST/ASH).
  • B. AAS em baixa dose não trata TVP aguda. Pode ter papel modesto na redução de recorrência após fim da anticoagulação, mas é inferior a anticoagulantes e não indicado como monoterapia inicial.
  • D. HBPM seguida de varfarina é eficaz, porém não é a melhor escolha quando DOAC está disponível, segundo diretrizes modernas. Indicado em cenários específicos: síndrome do anticorpo antifosfolípide, valva mecânica, clcr muito baixo, custo/ acesso a DOACs.
  • E. Trombectomia cirúrgica imediata é reservada para TVP iliofemoral com ameaça ao membro (ex.: phlegmasia cerulea dolens), falha ou contraindicação à anticoagulação. Não se aplica a paciente estável sem sinais de isquemia.

Conduta prática inicial (resumo): Iniciar DOAC preferencial (rivaroxabana/apixabana sem heparina). Orientar sinais de sangramento, avaliar função renal/hepática, interações e aderência. Programar duração da anticoagulação (tipicamente 3 meses no primeiro evento provocado; individualizar se não provocado).

Referências-chave: ACCP/CHEST 2021 VTE Guideline; ASH 2020 VTE management; ESC 2021 venous thromboembolism; UpToDate (Initial anticoagulation for DVT); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Conclusão: A alternativa mais adequada é a C, com DOAC (rivaroxabana) iniciado sem heparina, conforme diretrizes atuais.

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