A avaliação e o manejo de um aneurisma da aorta abdominal (...
Gabarito comentado
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Tema central: Manejo do aneurisma de aorta abdominal (AAA) infrarrenal. Em homens, a indicação de reparo eletivo ocorre tipicamente quando o diâmetro atinge ≥ 5,5 cm, na presença de sintomas ou crescimento acelerado. O objetivo é prevenir ruptura, cuja probabilidade aumenta exponencialmente com o diâmetro.
Alternativa correta: E — Indicação imediata de endoprótese aórtica (EVAR)
Para um homem de 65 anos com AAA infrarrenal de 5,5 cm, o reparo está indicado. Entre as técnicas, a EVAR é frequentemente preferida quando a anatomia é favorável, por apresentar menor mortalidade perioperatória e recuperação mais rápida em comparação ao reparo aberto, especialmente em pacientes mais idosos e com comorbidades (tabagismo, hipertensão). Diretrizes AHA/ACC 2022 e SVS/ESVS recomendam reparo eletivo em AAA ≥5,5 cm e consideram EVAR apropriada quando tecnicamente factível (AHA/ACC 2022; SVS 2018/2022; ESVS 2019/2024; UpToDate; Harrison’s).
Por que as demais estão incorretas?
- A — Adiar até 6 cm: Inadequado. O limiar de intervenção para homens é 5,5 cm. Adiar eleva o risco de ruptura (≈5–10% ao ano nessa faixa). Não condiz com AHA/ACC, SVS e ESVS.
- B — USG a cada 6 meses: é estratégia de vigilância para AAA 5,0–5,4 cm. Ao atingir 5,5 cm, a conduta passa a ser reparo, não apenas seguimento.
- C — Reparo aberto imediato: o reparo está indicado, porém especificar “aberto” como escolha única contraria a preferência atual por EVAR quando a anatomia permite, devido a menor morbimortalidade inicial. Aberto é opção válida se anatomia for desfavorável à EVAR ou em pacientes mais jovens com boa reserva.
- D — Beta-bloqueadores e reavaliação em 1 ano: não há evidência de que reduzam crescimento do AAA (diferente de algumas condições da aorta torácica). Reavaliar em 1 ano é tardio em 5,5 cm.
Estratégia de prova: Ao ver AAA infrarrenal ≥5,5 cm em homem ou ≥5,0 cm em mulher, ou crescimento >0,5 cm em 6 meses, pense em reparo eletivo. Se o enunciado citar anatomia favorável e paciente com comorbidades, tenda a EVAR; se anatomia desfavorável/idade muito jovem, considere aberto.
Fundamentação científica resumida: AHA/ACC Guideline for Aortic Disease (2022), Society for Vascular Surgery Guidelines (2018/2022), ESVS Guidelines (2019/2024), UpToDate e Harrison’s corroboram reparo eletivo em AAA ≥5,5 cm e preferência por EVAR quando viável.
Gabarito: E
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