Com relação aos dados de semiologia cardiovascular, correlac...
Coluna 1 Coluna 2
I. Aumento da onda “v” no pulso venoso. ( ) Dissociação atrioventricular. II. Pulsus parvus et tardus. ( ) Refluxo tricúspide. III. Pulsus alternans. ( ) Comunicação interatrial. IV. Desdobramento fixo da segunda bulha. ( ) Insuficiência cardíaca. V. Onda “a” (do pulso venoso) em canhão. ( ) Estenose valvar aórtica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a semiologia cardiovascular, exigindo do candidato conhecimento aprofundado sobre sinais clínicos no exame físico do sistema cardiovascular e suas relações com patologias específicas.
Comentando a alternativa correta (E):
1. Onda “a” em canhão → Dissociação atrioventricular: A onda “a” em canhão no pulso venoso jugular ocorre quando átrios e ventrículos se contraem simultaneamente devido à dissociação atrioventricular (ex.: bloqueio AV total). Isso gera uma elevação abrupta da pressão no átrio direito.
Referência: Braile DM, et al. Cirurgia Cardiovascular, p. 68.
2. Aumento da onda “v” no pulso venoso → Refluxo tricúspide: No refluxo (insuficiência) tricúspide, o sangue retorna para o átrio direito durante a sístole, ampliando a onda “v” no pulso venoso.
Referência: UpToDate – Exame físico cardiovascular.
3. Desdobramento fixo da segunda bulha → Comunicação interatrial (CIA): O desdobramento fixo de B2 é achado fundamental em CIA, pois o aumento do retorno venoso direito mantém o fechamento de válvula pulmonar constantemente atrasado, independentemente da respiração.
4. Pulsus parvus et tardus → Estenose valvar aórtica: O pulsus parvus et tardus (pulsação lenta e de baixa amplitude) é sinal de estenose aórtica, causada pela obstrução ao fluxo ventricular esquerdo.
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Diretriz de Valvopatias, p. 18.
5. Pulsus alternans → Insuficiência cardíaca: O pulsus alternans representa alternância na força do pulso arterial e indica insuficiência cardíaca grave por comprometimento miocárdico.
Análise das alternativas incorretas:
As demais sequências misturam achados, trocando, por exemplo, a CIA por dissociação AV ou confundindo o refluxo tricúspide com pulsos arteriais, o que não ocorre fisiopatologicamente. Cada sinal semiológico descrito possui correspondência direta com uma patologia-chave, e qualquer inversão denota desconhecimento do fundamento clínico.
Dica de prova: Atenção ao vocabulário técnico (ex.: o que é “parvus et tardus” ou “onda a em canhão”). Desconfie quando algo que se refere a veias aparece correlacionado a doenças arteriais e vice-versa.
Resumo: Saber correlacionar sinais semiológicos com patologias exige domínio da fisiopatologia e prática clínica. Consulte manuais como Bates – Exame Físico e diretrizes da SBC para fixar o conteúdo!
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