Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnó...

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Q3840569 Saúde Pública
Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnóstico epidemiológico. Considere uma região onde houve aumento abrupto no número de novos casos de doença infecciosa em curto período, caracterizando surto. A doença apresenta baixa letalidade, curta duração (recuperação em poucos dias) e não evolui para cronicidade. Nesse cenário, o comportamento esperado das medidas de frequência é: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado descreve um surto, com aumento abrupto de casos novos, o que eleva a incidência. Como a doença é aguda, de curta duração, baixa letalidade e sem cronicidade, os casos não se acumulam, de modo que a prevalência não tende a subir de forma sustentada.

Tema central: Incidência e prevalência em surto
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque supõe que os casos novos se somam de modo relevante aos casos já existentes, gerando aumento da prevalência maior que o da incidência. Isso contraria o dado decisivo do enunciado: a doença tem curta duração e não cronifica, então não há acúmulo importante de casos em curso.
B
Errada
Está errada por introduzir uma explicação causal não fornecida no enunciado: controle imediato por saturação de suscetíveis. Além disso, no cenário descrito, o elemento obrigatório é o aumento da incidência durante o surto, não uma redução simultânea necessária de incidência e prevalência.
C
Certa
A alternativa C aplica corretamente a definição operacional das medidas de frequência. Incidência mede casos novos no período, portanto aumenta de forma expressiva em um surto. Já a prevalência depende não só da entrada de casos, mas também da duração da doença; como o enunciado informa recuperação em poucos dias, baixa letalidade e ausência de cronicidade, os casos saem rapidamente do estoque de doentes, de modo que a prevalência tende a mudar pouco ou apenas se elevar de forma momentânea, sem acúmulo sustentado.
D
Errada
Está errada porque afirma estabilidade da incidência durante o surto. Isso contradiz diretamente a noção de surto como aumento abrupto de casos novos, isto é, aumento da incidência.
E
Errada
Está errada em dois pontos concretos: presume redução da incidência por imunidade coletiva sem base no enunciado e prevê aumento sustentado da prevalência nos meses seguintes, o que é incompatível com doença de curta duração e sem cronicidade.
Pegadinha da questão
A confusão explorada é tomar surto como sinônimo de aumento importante de prevalência, quando o marcador diretamente afetado pelo aumento de casos novos é a incidência, e a prevalência ainda depende da duração da doença.
Dica para questões semelhantes
  • Em questão sobre surto, identifique primeiro qual medida responde diretamente ao aumento de casos novos: incidência.
  • Para avaliar prevalência, verifique sempre a duração da doença e se há cronicidade; sem permanência dos casos, não há acúmulo relevante.
  • Baixa letalidade, isoladamente, não decide o comportamento da prevalência; aqui o fator central é a resolução rápida dos casos.
  • Não aceite explicações causais adicionais, como saturação de suscetíveis ou imunidade coletiva, se o enunciado não as fornecer.

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