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Q3408718 Serviço Social
A assistente social e autora Marilda Villela Iamamoto enfatiza, no seu texto intitulado “Mundialização do capital, ‘questão social’ e Serviço Social no Brasil”, publicado na Revista em Pauta, em 2009, que a fase financeirizada do capital tem alterado o cotidiano, repercutindo negativamente nas relações de produção e reprodução socialmente estabelecidas. Sinaliza que, nesse contexto, “[...] a ‘questão social’ é mais do que pobreza e desigualdade [...]”, principalmente porque ela expressa
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Alternativa correta: D

Tema central da questão:

A questão aborda a compreensão de “questão social” no contexto da mundialização do capital, segundo a perspectiva crítica de Marilda Iamamoto, uma das principais referências em Serviço Social. Este conceito é fundamental pois orienta a análise de como o sistema capitalista gera desigualdades e desafios para o trabalho do assistente social.

Resumo teórico:

Para Iamamoto, a “questão social” não se limita à pobreza ou à desigualdade. Ela expressa as contradições inerentes ao modo de produção capitalista: enquanto há acúmulo de riqueza para poucos, ocorre desemprego, exclusão social e precarização do trabalho para muitos. A produção de riqueza pelo capital não elimina a existência de situações de pauperismo, pois essas são resultados diretos das relações contraditórias entre capital e trabalho.

Referência: IAMAMOTO, Marilda V. “Mundialização do capital, ‘questão social’ e Serviço Social no Brasil.” Revista Em Pauta, 2009.

Justificativa da alternativa correta (D):

A alternativa D sintetiza com precisão o pensamento de Iamamoto ao afirmar que a “questão social” é o desequilíbrio tendencial e desproporcional entre produção de riquezas e resolução da pobreza, resultado das contradições entre capital e trabalho. Essa relação contraditória é responsável pela banalização do humano, ou seja, pela perda de valor da dignidade humana diante do avanço da lógica do capital.

Análise das alternativas incorretas:

A: Reduz a questão social à falta de qualificação profissional. Essa visão é limitada, pois desconsidera as causas estruturais (contradições do capital) e foca apenas no indivíduo.

B: Apresenta a incapacidade de resistência individual como central, ignorando que a questão é estrutural e coletiva, não apenas de consciência ou mobilização dos trabalhadores.

C: Naturaliza a pobreza e a desigualdade como inerentes à história da humanidade. Isso contraria a perspectiva crítica, que entende a questão social como produto histórico do capitalismo.

E: Define a questão social como “disfunção social” a ser resolvida por parcerias entre Estado, mercado e terceiro setor, adotando uma visão funcionalista e assistencialista, alheia à análise crítica das contradições do capital.

Estrategicamente, ao interpretar questões desse tipo, busque termos como “contradição”, “relações capital-trabalho” e “produção de riquezas versus pauperismo”, pois eles dialogam com a perspectiva crítica do Serviço Social.

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