Dentre as contraindicações absolutas à terapia fibrinolític...
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O tema central da questão é a identificação das contraindicações absolutas à terapia fibrinolítica, um tratamento utilizado para dissolver coágulos sanguíneos em situações como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico.
A alternativa correta é E - qualquer hemorragia cerebral prévia.
A justificativa para essa escolha baseia-se no fato de que qualquer história de hemorragia intracraniana é uma contraindicação absoluta para a administração de terapia fibrinolítica. Isso se deve ao elevado risco de recorrência de sangramento dentro do cérebro, o que pode resultar em consequências neurológicas catastróficas ou até mesmo ser fatal. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da American Heart Association (AHA) corroboram essa contraindicação, destacando-a como uma precaução crítica na prática clínica.
Vamos analisar as alternativas incorretas:
A - punção vascular não compressível. Embora seja uma preocupação relevante devido ao risco de sangramento, uma punção vascular não compressível constitui uma contraindicação relativa, não absoluta. Isso significa que a decisão de administrar fibrinolíticos deve ser cuidadosamente ponderada, mas não é categoricamente proibida.
B - uso de anticoagulantes dicumarínicos. O uso desses medicamentos, como a varfarina, também representa uma contraindicação relativa. A decisão de prosseguir com fibrinolíticos deve considerar o nível de anticoagulação do paciente (INR, por exemplo) e o equilíbrio entre riscos e benefícios.
C - história de HAS crônica grave não controlada. Embora a hipertensão arterial sistêmica (HAS) grave e não controlada seja um fator de risco significativo, ela também é considerada uma contraindicação relativa. Antes da administração de fibrinolíticos, é prudente tentar o controle da pressão arterial.
D - trauma recente ou cirurgia de grande porte nas últimas 3 semanas. Essa condição é uma contraindicação relativa, pois o risco de sangramento deve ser minuciosamente avaliado, mas não é uma exclusão definitiva para a terapia fibrinolítica.
Compreender essas nuances é essencial para o trabalho clínico e para a realização de provas de concurso na área médica, pois a avaliação criteriosa das contraindicações absolutas e relativas guia decisões terapêuticas seguras e eficazes.
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