Puérpera, 23 anos, apresenta quadro agudo de febre, cefaleia...

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Ano: 2012 Banca: UFPB Órgão: UFPB Prova: UFPB - 2012 - UFPB - Médico - Infectologista |
Q378134 Medicina
Puérpera, 23 anos, apresenta quadro agudo de febre, cefaleia e mialgias há 3 dias. Chega à sala vermelha de um pronto socorro com sudorese fria, cianose de extremidades, taquicardia, turgência de jugulares, hipotensão arterial, prova do laço positiva, bulhas cardíacas abafadas. Exames laboratoriais com hematócrito de 46%; albumina 2,3Mg/dL; plaquetas de 120.000/mm3 . Ecocardiograma demonstrando derrame pericárdico com tamponamento cardíaco. Diante do quadro e na suspeita de Dengue, julgue as assertivas abaixo:

A classificação da forma clínica da Dengue é, em geral, retrospectiva, não tendo relevância e aplicabilidade para a conduta no momento do atendimento, enquanto a classificação de risco orienta a terapêutica.
Alternativas

Gabarito comentado

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Comentário do Gabarito – Dengue: Classificação Clínica x Classificação de Risco

Alternativa correta: C) Certo

Tema central: A questão examina o entendimento do candidato sobre a distinção entre classificação clínica retrospectiva da dengue e a classificação de risco utilizada no manejo imediato dos pacientes.

Justificativa para a alternativa correta:

De acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde (“Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança”):

“A classificação de risco do paciente com dengue visa a reduzir o tempo de espera no serviço de saúde... Os dados de anamnese e exame físico (...) orientarão as medidas terapêuticas cabíveis.”

Na prática clínica, a classificação de risco permite priorizar pacientes que necessitam de hidratação venosa ou monitorização mais rigorosa imediatamente, com base no quadro atual. Já a classificação clínica (“dengue clássica”, “com sinais de alarme” e “grave”) é consolidada frequentemente após o desfecho do quadro, servindo mais a propósitos epidemiológicos e de notificação.

Aprenda a identificar pegadinhas:

Note que a questão explora possíveis confusões entre os conceitos. Muitos candidatos acreditam, erroneamente, que a classificação clínica serviria para iniciar condutas imediatas, o que não é verdade. Sempre que ler enunciados com termos como “conduta” ou “momento do atendimento”, lembre-se da importância decisiva da classificação de risco e não da forma clínica retrospectiva.

Análise das alternativas:

  • C) Certo: Correta. Está em total acordo com as diretrizes brasileiras e com artigos internacionais (ex: UpToDate, WHO). Classificação de risco orienta a terapêutica.
  • E) Errado: Incorreta. Sugerir que a classificação clínica tem relevância na conduta inicial é erro conceitual grave e fere as recomendações oficiais. O manejo do paciente é embasado na avaliação de risco imediato.

Dica de prova: Quando a questão usar palavras como “relevância” e “aplicabilidade prática”, foque em protocolos e fluxogramas do Ministério da Saúde – eles buscam orientar decisões rápidas e seguras para o paciente!

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