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Q3947970 Medicina
De acordo com o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), em relação às situações clínicas irreversíveis e terminais, a conduta ética do médico oncologista deve ser pautada, fundamentalmente, por
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério normativo decisivo é o trecho do Código de Ética Médica sobre terminalidade: nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico deve evitar procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários e propiciar cuidados paliativos apropriados, considerando a vontade expressa do paciente; por isso, a alternativa B corresponde exatamente à regra aplicável.

Tema central: Ética médica na terminalidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a solicitação do paciente, por si só, não obriga o médico a prescrever tratamento experimental ou de alto custo, especialmente sem indicação técnico-científica e benefício proporcional. Em terminalidade, a regra é evitar obstinação terapêutica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz a conduta ética prevista no Código de Ética Médica para situações irreversíveis e terminais: evitar procedimentos desnecessários ou obstinados, oferecer cuidados paliativos apropriados e respeitar a vontade expressa do paciente. Assim, a assistência deve ser proporcional ao quadro e centrada no cuidado, não na obstinação terapêutica.
C
Errada
Está errada porque abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido, não é a conduta ética prevista no Código de Ética Médica. Isso se distingue de limitar medidas fúteis e de oferecer cuidados paliativos.
D
Errada
Está errada porque prolongar a vida independentemente da irreversibilidade do quadro e da vontade do paciente configura obstinação terapêutica e desrespeita a autonomia. A liberdade profissional não autoriza impor tratamento desproporcional.
E
Errada
Está errada porque restringir acesso ao prontuário e omitir informação prognóstica contraria os deveres éticos de informação e transparência, além de comprometer a autonomia do paciente.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre cuidados paliativos e abandono, além da falsa ideia de que a vontade do paciente autoriza qualquer intervenção, inclusive fútil ou desproporcional.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar terminalidade e Código de Ética Médica, procure a tríade: evitar obstinação terapêutica, oferecer cuidados paliativos e respeitar a vontade do paciente.
  • Autonomia do paciente não substitui indicação técnica nem autoriza tratamento experimental, fútil ou desproporcional apenas porque foi solicitado.
  • Diferencie limitar medidas inúteis de abreviar intencionalmente a vida: a primeira conduta é ética; a segunda não.
  • Desconfie de alternativas que proponham prolongar a vida a qualquer custo ou ocultar informações para proteger emocionalmente o paciente.

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