A Raiva faz parte da lista de doenças de notificação obriga...

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Q3291258 Veterinária
A Raiva faz parte da lista de doenças de notificação obrigatória, que nos herbívoros se caracteriza por:
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Gabarito: B — “uma encefalomielite”.

Tema central: A raiva é uma zoonose viral neurotrópica (Lyssavirus) de notificação obrigatória, que nos herbívoros se manifesta como encefalomielite — inflamação do encéfalo e da medula espinhal. O vírus penetra por mordedura, migra por nervos periféricos até o SNC e provoca sinais neurológicos progressivos e fatais.

Por que a alternativa B está correta? Em ruminantes e equinos, a raiva tipicamente cursa com alterações neurológicas: mudança de comportamento, ataxia, incoordenação, disfagia, hipersalivação, mugidos/relinchos anormais, prurido no local da inoculação e, frequentemente, forma paralítica (“muda”) com paralisia flácida e decúbito, evoluindo ao óbito em poucos dias. Isso traduz o quadro de encefalomielite. Diretrizes da OMS/WOAH (antiga OIE) e do Ministério da Saúde/MAPA ressaltam que a suspeita clínica em herbívoros é neurológica e requer notificação imediata.

Como chegar ao diagnóstico (provas): Suspeitar diante de sinais neurológicos agudos e fatais em áreas endêmicas. Confirmação laboratorial padrão-ouro: imunofluorescência direta (DFA) em encéfalo pós-morte; RT-PCR e teste dRIT são alternativas confiáveis. Inclusões de Negri em histopatologia auxiliam, mas não excluem doença se ausentes. Diferenciais: botulismo, tétano, polioencefalomalácia, intoxicações (ureia, organofosforados), encefalites.

Conduta essencial: Não há tratamento curativo após início dos sinais. Medidas: notificar, isolar, eutanásia humanitária quando indicado, manejo seguro de carcaça, profilaxia pós-exposição para pessoas expostas e vacinação de herbívoros em áreas endêmicas (MAPA/PNCRH; OMS/WOAH).

Análise das alternativas incorretas:

  • A — Epididimite: inflamação do epidídimo (ex.: Brucella ovis em ovinos). É afecção reprodutiva, não neurológica, sem relação com raiva.
  • C — Linfangite ulcerativa: quadro cutâneo-linfático em equinos (ex.: Corynebacterium pseudotuberculosis), com linfangite e úlceras. Não envolve infecção neurotrópica nem curso fatal típico da raiva.
  • D — Edema das partes inferiores: sinal inespecífico associado a hipoproteinemia, insuficiência cardíaca, parasitismo ou trombose linfática. A raiva não se caracteriza por edema periférico, e sim por déficits neurológicos.

Estratégia de prova: Diante de “doença de notificação obrigatória” + “herbívoros” + “caracteriza por”, priorize termos que indiquem comprometimento do SNC (encefalite/encefalomielite). Palavras como “epididimite”, “linfangite” e “edema” apontam para sistemas reprodutivo, linfático/pele e circulatório, respectivamente — afastam raiva.

Referências: OMS/WHO Rabies Guidelines; WOAH Terrestrial Manual – Rabies; Ministério da Saúde/MAPA – Vigilância e controle da raiva; UpToDate – Clinical features and diagnosis of rabies.

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