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Q3291254 Veterinária
Conforme consta na Instrução Normativa SDA n° 1, de 13/01/2020, fica proibido, em todo território nacional, a importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham os antimicrobianos:
Alternativas

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Tema central: regulamentação do uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho em alimentação animal. A IN SDA nº 1/2020 (MAPA) reforça a política de reduzir o uso de antibióticos como promotores de crescimento para mitigar a resistência antimicrobiana (alinhada à OMS/WHO, WOAH/OIE e ao PAN-BR).

Resposta correta: A – tilosina, lincomicina e tiamulina

Esses três antimicrobianos são, respectivamente, um macrolídeo (tilosina), uma lincosamida (lincomicina) e uma pleuromutilina (tiamulina). A IN SDA nº 1/2020 proíbe sua importação, fabricação, comercialização e uso como melhoradores de desempenho em todo o território nacional. Racional técnico: pertencem a classes com relevância terapêutica e potencial de selecionar resistência cruzada com fármacos de uso humano (ex.: macrolídeos e lincosamidas são considerados de alta prioridade pela OMS). A restrição segue recomendações internacionais (WHO – Critically Important Antimicrobials; WOAH – uso responsável).

Estratégia de prova: destaque palavras-chave como “IN SDA nº 1/2020” e “aditivos melhoradores de desempenho”. Memorize o “trio” citado pela norma: tilosina, lincomicina e tiamulina. Desconfie de opções que incluam fármacos não antimicrobianos ou proibidos por outras normas.

Análise das alternativas incorretas

B – avoparcina, tetraciclina e tilosina: combinação inconsistente com a IN 1/2020. Embora a tilosina esteja na lista correta, avoparcina (glicopeptídeo análogo à vancomicina) já havia sido banida como promotor de crescimento por normas anteriores no Brasil, e tetraciclina não é citada nessa IN específica. Misturar bases normativas diferentes invalida a alternativa.

C – olaquindox, carbadox e naproxeno: olaquindox e carbadox (quinoxalinas) foram alvo de proibições/fortes restrições em atos anteriores por questões de segurança e resíduos, mas não compõem a lista da IN 1/2020. Naproxeno é um anti-inflamatório não esteroidal, não antimicrobiano nem promotor de crescimento, o que descaracteriza a alternativa.

D – naproxeno, carbadox e violeta genciana: novamente inclui naproxeno (não antimicrobiano) e violeta genciana (corante antisséptico com restrições por resíduos e potencial carcinogenicidade em animais de produção), mas esses não compõem a lista específica da IN 1/2020 para melhoradores de desempenho.

Referências úteis para aprofundamento: IN SDA nº 1/2020 (MAPA); WHO – Critically Important Antimicrobials; WOAH – diretrizes de uso prudente; Plano de Ação Nacional sobre RAM (PAN-BR). Todas convergem para restringir antibióticos como promotores de crescimento para proteger a eficácia clínica.

Mantenha atenção às datas e ao escopo de cada norma: a pegadinha comum é misturar substâncias de atos regulatórios diferentes ou incluir fármacos que nem são antimicrobianos.

Gabarito: A

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