Na patogênese da Proliferação Vitreorretiniana (PVR) após u...

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Q3912492 Medicina
Na patogênese da Proliferação Vitreorretiniana (PVR) após um descolamento de retina regmatogênico, diversas células migram e formam membranas contráteis. Qual é o tipo celular predominante responsável pela contração das membranas e que sofre transição epitélio-mesenquimal?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na PVR após descolamento de retina regmatogênico, o EPR é a célula classicamente predominante: atravessa a rotura retiniana, prolifera, sofre transição epitélio-mesenquimal e adquire fenótipo contrátil tipo miofibroblástico. Esse encadeamento fisiopatológico sustenta a alternativa A.

Tema central: PVR e EPR
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, na fisiopatologia clássica da PVR após descolamento de retina regmatogênico, as células do EPR são dispersas pela rotura retiniana, proliferam e sofrem transição epitélio-mesenquimal. Essa transição explica o ganho de propriedades migratórias e contráteis, com formação de membranas epi/sub-retinianas capazes de tracionar e contrair. O ponto decisivo do enunciado não é apenas a presença celular na membrana, mas a célula predominante associada à transição epitélio-mesenquimal e à contratilidade principal, o que caracteriza o EPR.
B
Errada
Células de Müller podem participar de membranas epirretinianas de natureza glial e estar presentes na PVR, mas isso não responde ao que foi pedido. O enunciado cobra a célula predominante da PVR pós-descolamento regmatogênico associada à transição epitélio-mesenquimal, e esse papel clássico é do EPR, não da glia de Müller.
C
Errada
Astrócitos participam de proliferação glial retiniana, porém não são o componente celular central da PVR clássica nem o tipo celular prototípico que sofre transição epitélio-mesenquimal nesse contexto. A alternativa erra por deslocar o foco do mecanismo específico da PVR para gliose retiniana inespecífica.
D
Errada
Macrófagos podem contribuir para inflamação e modulação do ambiente fibrosante, mas não são reconhecidos como a principal célula da PVR responsável pela transição epitélio-mesenquimal e pela contratilidade predominante das membranas. Na PVR, a transição relevante cobrada é a do EPR; por isso essa alternativa não corresponde ao mecanismo clássico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre células que podem estar presentes em membranas epirretinianas ou no processo proliferativo e a célula predominante da PVR pós-descolamento regmatogênico especificamente ligada à transição epitélio-mesenquimal; essa chave favorece EPR, não células gliais.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer PVR após descolamento regmatogênico mais transição epitélio-mesenquimal, pense primeiro em EPR.
  • Não confunda membrana epirretiniana glial com PVR pós-rotura retiniana: a composição celular pode se sobrepor, mas o mecanismo clássico cobrado na PVR é o do EPR deslocado.
  • Quando a questão destacar contração de membranas, procure a célula que adquire fenótipo tipo miofibroblástico, e na PVR esse papel é classicamente do EPR.

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