Segundo a Classificação da OMS 2021 para tumores do sistema...

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Q3947955 Medicina
Segundo a Classificação da OMS 2021 para tumores do sistema nervoso central, sobre os gliomas difusos, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na OMS 2021 (CNS WHO 5), a deleção homozigótica/bialélica de CDKN2A/B em astrocitoma IDH-mutante é marcador de pior prognóstico e critério molecular suficiente para classificá-lo como CNS WHO grau 4; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Gliomas difusos na OMS 2021
Análise das alternativas
A
Certa
Na OMS 2021/CNS WHO 5, astrocitoma IDH-mutante não é graduado apenas por histologia. A deleção bialélica de CDKN2A/B tem valor prognóstico adverso e funciona como critério molecular independente para classificação como grau 4 nesse subtipo. Portanto, a alternativa está correta porque descreve exatamente um dos pontos centrais da classificação atual: a integração molecular pode definir graduação mesmo na ausência dos marcadores histológicos clássicos de alto grau.
B
Errada
Está errada porque a distinção entre gliomas IDH-mutantes e IDH-wildtype permanece eixo central da classificação OMS 2021 dos gliomas difusos adultos. O status de IDH define tipo tumoral, prognóstico e a aplicação de critérios moleculares subsequentes. Dizer que essa distinção perdeu relevância contradiz a própria estrutura classificatória atual.
C
Errada
Está errada porque a mutação do promotor de TERT não predomina genericamente nos gliomas IDH-mutantes. Ela é classicamente relevante em glioblastoma IDH-wildtype e também ocorre em oligodendroglioma IDH-mutante/1p19q codeletado. A formulação ampla da alternativa distorce a distribuição diagnóstica desse biomarcador.
D
Errada
Está errada porque, na OMS 2021, o diagnóstico de glioblastoma IDH-wildtype não depende exclusivamente de necrose e proliferação microvascular. Critérios moleculares também podem estabelecê-lo, como mutação do promotor de TERT, amplificação de EGFR ou assinatura cromossômica +7/-10. A alternativa ignora a integração molecular exigida pela classificação atual.
E
Errada
Está errada porque a classificação dos ependimomas na OMS 2021 utiliza, sim, perfil molecular associado ao compartimento anatômico. A base cita exemplos como ZFTA fusion-positive, YAP1 fusion-positive e PFA/PFB. Portanto, afirmar que o perfil molecular não é utilizado contraria diretamente a classificação vigente.
Pegadinha da questão
A banca explora a transição da classificação histológica tradicional para a classificação integrada da OMS 2021: quem lembrar apenas de necrose e proliferação microvascular erra ao não reconhecer que CDKN2A/B bialélico pode definir grau 4 em astrocitoma IDH-mutante e que glioblastoma também pode ser definido por critérios moleculares.
Dica para questões semelhantes
  • Em gliomas difusos adultos pela OMS 2021, confira primeiro o status IDH; ele continua sendo o divisor classificatório principal.
  • Em astrocitoma IDH-mutante, lembre que deleção bialélica de CDKN2A/B é critério molecular suficiente para grau 4, mesmo sem necrose ou proliferação microvascular.
  • Para glioblastoma IDH-wildtype, não limite o diagnóstico à histologia: TERT, EGFR e +7/-10 também entram como critérios diagnósticos.
  • Em tumores do SNC na OMS 2021, desconfie de alternativas que excluem perfil molecular de forma absoluta, inclusive nos ependimomas.

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